quinta-feira, dezembro 31
Bom Ano Novo
quinta-feira, dezembro 24
uma consoada muito feliz
todos sabemos que infelizmente não será assim em toda a comunidade... tal como já antes escreveu Miguel Torga, na sua personagem Garrinchas.
"De sacola e bordão, o velho Garrinchas fazia os possíveis para se aproximar da terra. A necessidade levara-o longe de mais. Pedir é um triste ofício, e pedir em Lourosa, pior. Ninguém dá nada. Tenha paciência, Deus o favoreça, hoje não pode ser – e beba um desgraçado água dos ribeiros e coma pedras! Por isso, que remédio senão alargar os horizontes, e estender a mão à caridade de gente desconhecida, que ao menos se envergonhasse de negar uma côdea a um homem a meio do padre-nosso. Sim, rezava quando batia a qualquer porta. Gostavam... Lá se tinha fé na oração, isso era outra conversa. As boas acções são que nos salvam. Não se entra no céu com ladainhas, tirassem daí o sentido. A coisa fia mais fino! Mas, enfim... Segue-se que só dando ao canelo por muito largo conseguia viver."
Com final poético e enternecedor:
"— Consoamos aqui os três — disse, com a pureza e a ironia de um patriarca. — A Senhora faz de quem é; o pequeno a mesma coisa; e eu, embora indigno, faço de S. José."
quarta-feira, dezembro 23
Um bom exemplo para Felgueiras…
terça-feira, dezembro 22
Desemprego aumenta
Esta triste realidade, apesar de muito idêntica à que se vive no resto do país, poderia ser atenuada se as políticas da autarquia neste campo tivessem sido outras nos últimos dez anos. Há duas áreas fundamentais onde a autarquia tem intervenção directa e que poderia ter alterado: política de formação profissional, criação de condições de implantação de outras actividades que não o calçado.
Como se sabe, o sector do calçado representa um peso enorme no sector industrial / serviços do concelho, com uma esfera de influência enorme. Desde os fornecedores até aos gabinetes de contabilidade, gira quase tudo à volta do calçado. Quando defendo que se devia ter diversificado não digo que se deixe ao abandono a indústria que notabilizou e projectou este concelho, antes pelo contrário. O que não deve ser feito é exclusivamente nessa área.
A formação em áreas tecnológicas, com grande procura, assim como assegurar condições para que empresas possam instalar-se em Felgueiras tal como criar condições para que os jovens que acabam as suas licenciaturas em Felgueiras possam criar as suas empresas e aplicar cá o seu conhecimento é determinante. Corrigir um erro de uma década irá custar muito mais tempo e dinheiro, infelizmente.
Distribuição de Pelouros CM Felgueiras
segunda-feira, dezembro 21
As estradas do nosso descontentamento
domingo, dezembro 20
O SISMO 2
quinta-feira, dezembro 17
O SISMO

Estava eu ontem à noite num quarto de hotel da capital, a preparar-me para dormir, num alto 7º andar, quando fui surpreendido pelo abalo que os media noticiaram durante o dia com grande destaque. Chegado a Felgueiras, contaram-me em casa, que por cá, o 'tremor de terra' foi pouco sentido, talvez pelas horas tardias a que ocorreu (01h37m) e a maioria das pessoas estarem a dormir, ou ainda, por estarmos já bastante longe do epicentro (no mar a 100 Km da Ponta de Sagres).
Confesso-vos que passei por um valente susto, pois o abanão que durou poucos segundos, foi mesmo violento. A sensação que tive, foi a de um lutador de artes marciais gigante, ter dado uma patada no prédio do hotel. Depois, seguiu-se a angústia motivada pela incerteza de não saber se, alguma réplica mais violenta ainda se pudesse seguir, pois naquela terra de 'mouros' não se brinca com os terramotos desde o famoso de 1755. Custou-me pois a adormecer, mas graças a Deus, aquele curto, inesperado e violento safanão foi mesmo o tal, de grau 6 na escala de Richter. Senti outras mansas réplicas que mais não fizeram senão provocar umas 'tremurinhas' na cama.
Os noticiários de hoje, informaram que foi o maior abalo sísmico desde o de 1969, do qual, nada me recordo por ter tenra idade. É pois, uma experiência nova que acumulei na minha vida, a de sentir um sismo de magnitude respeitável. Coisa pouco agradável de experimentar.
quarta-feira, dezembro 16
Democracia Participativa, o Grande debate das Autárquicas
Será para muitos dos protagonistas das políticas locais um incómodo que convém votar ao esquecimento. Afinal todos/as sabem que quem sabe é quem manda e se manda é porque sabe e que ao povo restaria calar-se por quatro anos para só ter voz nas urnas. Pode ser assim um esquecimento mais essencial.
Seja como for, do ponto de vista da esquerda é importante romper este esquecimento colocando a democracia participativa no centro do debate político. O atraso no desenvolvimento do país face ao resto da Europa, as suas carências tradicionais em termos de infra-estruturas, a descentralização trazida pela democracia, a entrada na União Europeia e os seus financiamentos à modernização conservadora do país criaram um caldo cultural em que muitos políticos locais se apresentaram perante o eleitorado como salvadores e benfeitores que deram muito ao povo. Alguns autarcas quiseram passar a mensagem do político que é tão bonzinho, tão bonzinho que até cumprimenta e está com os outros como se fosse um igual, que está em todo o lado para ajudar o próximo na condição de nunca perder o estatuto de superioridade.
A uma cultura de afastamento dos eleitores das decisões correspondeu uma cultura de proximidade populista com o eleitorado.
A receita simples e parece eficaz: rotundas e betão, alguma obra para mostrar, um centro cultural ou umas piscinas, apoio farto aos clubes de futebol locais, uns grandes concertos nas festas. Isso é que é desenvolvimento!
Só que a política da "obra feita" esqueceu-se de outra obra:
A construção de uma democracia participativa.
Para a construir há instrumentos importantes, como a agenda 21 local ou o orçamento participativo. O problema é que esta receita não é assim tão simples e não basta a aplicação destes instrumentos porque estes podem ser facilmente recuperados pelas formas tradicionais de fazer política: temos orçamentos participativos que são formas do presidente de câmara melhor fazer propaganda e aplicar a sua demagogia perante a população; temos agendas 21 locais feitas por empresas, porque isso da sustentabilidade é um negócio sustentado, ou reduzidas a umas reuniões obscuras sem resultados práticos e que acabam por provar o que à partida já se tem como preconceito: que há um deficit de cidadania.
A democracia participativa será o debate mais difícil nestes proximos tempos nas autárquias.
terça-feira, dezembro 15
é oposição... e tem que agir como tal!
Quanto a mim, espero que o novo executivo, que deve andar em fase de arrumação da casa, aproveite a oportunidade que será criada pelo Orçamento para 2010 para demonstrar que está pronto para a acção, e para cumprir as promessas ao eleitorado felgueirense. Se isso não acontecer o "elan" irá desvanecer-se e a oposição vai começar a ganhar terreno. Até porque agora não existe na presidência uma figura tao forte como Fátima Felgueiras...
Já agora gostaria que em Felgueiras, seguindo o exemplo do que está a ser um processo de mudança, se iniciasse uma discussão à volta de Orçamentos Participativos. Sobre o formato e a forma de participação, mas também da abertura que o novo executivo tem ou terá para abrir esta janela à participação dos seus conterrâneos numa matéria tão importante. No Orçamento para 2011 poderiam os felgueirenses ser apenas consultores, mas em 2012 poderiam mesmo ter um palavra dizer sobre como seria aplicada uma parte do dinheiro, como acontecerá por exemplo em Lisboa já em 2010.
Vale a pena discutir... e seguir com atenção!
segunda-feira, dezembro 14
VARIANTE À EN207

Mas que diabo tem a minha terra?
Que fado é este que nos faz parecer que vivemos numa terra de sonho, numa terra “do faz de conta”, num quinhão de Portugal extraído duma fábula de La Fontaine.
Depois das enumeras bolandas na construção, classificação e exploração da Variante à EN207, ou seja, o troço de auto-estrada que liga as portagens da A11 ao centro da cidade, por entre chumbos de impacto ambiental, retiradas da concessão da SCUT do grande Porto, vazios legais, obras prontas sem permitirem o seu uso durante meses, o problema foi finalmente resolvido através de diploma legal (DL n.º 147/2009 de 24 de Junho). A Variante à EN 207 passa a pertencer à A11 e como tal, vai ser cobrada portagem nesse troço. Até aqui entendo, independentemente de concordar ou não.
No entanto, surge logo uma primeira questão. Moro na Longra, quero sair da A11 e não há um ramal de saída. Ou antes, há a famosa variante. Mas eu não quero entrar noutra auto-estrada, apenas quero ir para casa. Eis senão quando, surge nova legislação (Despacho n.º 16921/2009 de 26 de Junho), que diz: sim senhor, as pessoas que queiram sair da A11 para a Longra, não tendo saída alternativa, estão isentas de portagem. Para dar cumprimento a essa lei, o que faz o concessionário, cobra-me 15 cêntimos de portagem. Desculpem só uma coisinha. A lei não diz precisamente o contrário? Diz, mas como vivo em Felgueiras, a tal terra “do faz de conta” não será para levar a sério. Já agora, o despacho foi assinado pelo ex-ministro Mário Lino. Será que isto reforça ainda mais a ideia, que, a lei não é para levar a sério?
Então vamos ver se compreendo isto tudo. Da saída da A11 até à Longra, por não haver outra saída alternativa, não pago. Da Longra até Felgueiras, por ser um troço de auto-estrada integrado no âmbito da concessão da A11, pago. Certo, entendi. No entanto, o que é que se passa: precisamente o contrário. Até à Longra pago 15 cêntimos. Mas, se saio de casa na Longra e me desloco pela variante (paga) até ao centro da cidade, quanto é que pago: nada. Zero. Mas então, não era ao contrário? Era. Sim, pois, mas estamos em Felgueiras, não é?
Bem, talvez me tenham que fazer um desenho para perceber. A auto-estrada A42 (uma SCUT), até ver, é grátis. As placas rodoviárias da Variante à EN207 identificam-na como A42. Grátis, portanto. Certo? Não, errado. A variante é um troço da A11 sendo portanto pago. Mas as placas informam que estamos na A42. Sim, mas estamos em Felgueiras, na “terra do faz de conta”. Portanto é preciso ler as placas com olhos de criança, como se fosse uma fábula de La Fontaine.
Onde pára a auditoria?
Serviço Público
Ficaram reforçadas as preocupações com o clima sócio-económico local, nomeadamente no que diz respeito ao aumento do desemprego nesta zona do país, sobretudo entre as mulheres, o que tem despoletado um reforço autárquico nas inquietações sócio-económicas, apesar dos parcos recursos financeiros da Junta de Freguesia.
Foi relembrada, ainda, a discordância sobre a implantação de portagens nas auto-estradas SCUT, nomeadamente na A41 e na A42, em claro prejuízo do concelho de Felgueiras, sem vias alternativas eficazes para aceder ao Porto e à sua Área Metropolitana.
Por fim, o Presidente da Junta salientou a necessidade de dinamização e reforço da Rota do Românico do Vale do Sousa, onde se encontra inserida a Igreja Românica de Santa Maria de Airães (Monumento Nacional), não só como meio de preservação, estudo e dinamização do nosso Património local edificado, mas, também, como eventual força geradora de riqueza e de iniciativas.
Desejando-lhes especiais votos de Feliz Natal e de sucessos para o V/ blogue em 2010, subscrevemo-nos muito atenciosamente, demonstrando a nossa inteira disponibilidade para sempre Vos receber nesta bonita terra de Santa Maria de Airães.
Com os melhores cumprimentos,
O Presidente da Junta de Freguesia de Airães
Vitor Vasconcelos
domingo, dezembro 13
Serviço Público
Embora tenha a percepção que com o aumento dos intervenientes no seu blogue tenha ocorrido paradoxalmente um maior monolitismo/unanimismo e uma menor exposição às criticas, decidi enviar-lhe mais um artigo de opinião que, caso entenda, poderá publicar.
Com os melhores cumprimentos,
Lemos Martins
Compreendo e aceito as criticas, embora infundadas, que faz ao blogue. Contudo este blogue teve um aumento exponencial do número de visitas e vejo que mantém, para minha satisfação, a sua. Não vejo unanimismos, mas também não penso que esperasse “guerras” diárias neste blogue. Quanto à exposição às criticas, presumo que se refere aos comentários. Percebo que, a coberto do anonimato, desse jeito a muita gente insultar e ofender quem aqui escreve ou terceiros, mas não posso permitir tal. Os comentários continuam abertos e podem registar-se sob um pseudónimo, por exemplo, continuando a criticar, não a ofender.
Com os melhores cumprimentos
Sérgio Martins
Reflexão sobre os casos de Lordelo e Lagares
A assembleia de freguesia e a assembleia municipal são, respectivamente, órgãos deliberativos da freguesia e do município. (cfr. Artº 3º e 41º da Lei das autarquias locais.)
De acordo com a lei eleitoral dos órgãos autárquicos, só os membros dos órgãos deliberativos das autarquias locais e do órgão executivo do município são eleitos por sufrágio universal, directo e secreto, sendo que a conversão de votos em mandatos faz-se de acordo com o método de representação proporcional correspondente à média mais alta de Hondt
Donde, ressalta da Lei das Autarquias locais que a junta de freguesia enquanto órgão executivo colegial da freguesia é o único que não é eleito por sufrágio universal, directo e secreto dos cidadãos. Deste órgão executivo, apenas o presidente de junta é eleito directamente pelos eleitores da freguesia, ocupando o cargo o candidato que encabeça a lista mais votada( art. 24º nº 1 da LAL)
A junta de freguesia como um órgão executivo colegial é constituída, no caso de Lagares e Lordelo, por dois vogais, sendo que lhes caberá exercer as funções de secretário e tesoureiro.
Estes dois vogais terão de ser eleitos em sessão especial da assembleia de freguesia convocada para o efeito.
A reunião para a eleição dos órgãos da freguesia é, inicialmente presidida pelo presidente da assembleia cessante ou pelo cidadão melhor posicionado na lista vencedora, que reconhece, instala e identifica os elementos das listas concorrentes, conforme se alcança do disposto no artº 8º da Lei das Autarquias locais – Lei nº 169/99, de 18/9, na redacção que lhe foi introduzida pela Lei 5-A/2002 de 11 de Janeiro.
Feita a instalação da nova assembleia, a reunião é, seguidamente, presidida pelo cidadão que encabeça a lista mais votada – o Presidente de Junta – que propõe, de entre os membros efectivos, aqueles que hão-de exercer o cargo de vogais. ( artº 24º, nº 2 da citada LAL).
Note-se que, só a partir de 2002 é que passou a ser o presidente de junta a apresentar a proposta dos membros que pretende ver no seu executivo.
Na versão anterior do citado artº 24º, qualquer membro da assembleia de freguesia podia apresentar proposta para preenchimento das vagas de vogais, sendo que o presidente de junta teria que aceitar trabalhar com eles.
A votação é feita por escrutínio secreto, nos termos do artº 9º da LAL. Os vogais eleitos para a junta de freguesia retiram-se da assembleia, dando assento aos dois suplentes que, na mesma lista, se seguem e que são chamados a ocupar o lugar dos que se retiram.
Numa situação normal, o processo de formação da Junta de Freguesia terminaria aqui. Porém, pode ocorrer que, em certas circunstâncias, se não facilite a eleição dos vogais, dificultando-se a normal constituição do órgão executivo da freguesia.
É o que está a ocorrer nas freguesias de Lordelo e Lagares, no nosso município, onde ainda não foi possível eleger os vogais para as respectivas juntas de freguesia.
Entendo que para ser alcançada uma solução que a todos dignifique, no desenvolvimento de todo o processo que deverá concluir-se rapidamente, terão que ser protegidos e defendidos alguns princípios importantes.
Em primeiro lugar, nos casos em discussão, devemos considerar a não aplicação de uma solução que tenha subjacente, na sua argumentação ou fundamentação, a denominada representatividade democrática resultante das eleições. Parece ser este o argumento dos partidos da oposição nas duas freguesias em questão. Dizem os partidos da oposição que os presidentes da junta do MSP deveriam atender aos resultados eleitorais.
Ora, se o legislador tivesse em mente que o órgão executivo Junta de Freguesia deveria ser composto, convertendo-se os votos dos partidos em mandatos nesse órgão, teria, com toda a certeza, dado outra redacção ao artº 11º da Lei Eleitoral dos órgãos das autarquias Locais, incluindo aí também os membros do órgão executivo da freguesia.
CAPÍTULO II
Regime da eleição
Artigo 11º
Modo de eleição
Os membros dos órgãos deliberativos das autarquias locais e do órgão executivo do município são eleitos por sufrágio universal, directo, secreto e periódico e por listas plurinominais apresentadas em relação a cada órgão, dispondo o eleitor de um voto singular de lista.
Deste dispositivo legal resulta claramente que o legislador não quis que um presidente de junta eleito ficasse eventualmente em minoria no órgão executivo que preside pela aplicação do método de Hondt na eleição dos vogais. Se o quisesse incluía na sua redacção “ o órgão executivo da freguesia”.
Em segundo lugar, deveremos assentar num outro aspecto importante que o legislador pretendeu assegurar. Esse aspecto tem a ver com a prevalência do princípio da confiança pessoal e política do Presidente de Junta nos membros a eleger como vogais.
O legislador ao estipular no artº 24º nº 2 da LAL que os vogais são eleitos pela assembleia de freguesia, de entre os seus membros, mediante proposta do presidente de junta, quis proteger um desiderato muito simples: só pode ser vogal da junta de freguesia quem venha a ser proposto pelo respectivo presidente.
Nenhum membro da assembleia poderá condicionar a proposta do presidente de junta, designadamente, impor-lhe um elemento em quem ele não tenha confiança pessoal e política, sob pena de cairmos na subversão de papeis ou poderes.
De resto, a alteração à redacção do nº 2 do artº 24º da LAL, (passou-se da possibilidade de qualquer membro propor vogais para a junta pata a solução actual em que só o presidente de junta tem esse direito) foi motivada exactamente para impedir que o presidente de junta tenha que “aturar” vogais eventualmente com inimizade pessoal ou com ópticas políticas completamente opostas. Se o legislador quisesse isto, com se disse, bastava estipular a aplicação do método de Hondt para a formação da junta de freguesia, o que não aconteceu.
O legislador quis, especificamente, que a proposta dos nomes dos vogais fosse feita pelo presidente de junta de freguesia para que este possa ser um órgão com quem se possa e deseja trabalhar em bloco, por todo o tempo do mandato, com confiança pessoal e política.
Há, por isso, que dialogar seguindo os princípios aqui expostos com vista a alcançar uma solução em que o interesse local, alicerçado no bom senso individual e no benefício da colectividade também estejam presentes.
Lemos Martins
sexta-feira, dezembro 11
Claro que é oposição
Claro que uma oposição forte faz com que existam melhores governos, sendo por isso de louvar que ela exista.
Para completar, acho também que este executivo precisa de se voltar mais para o exterior e rapidamente comunicar as suas intenções e planos. Sei que “pegar” numa câmara assim não será fácil, mas é preciso dar sinais políticos inequívocos.
Eduardo Bragança é oposição e age em conformidade
Eleições no PSD Felgueiras
Não há surpresas nem mexidas de vulto, sendo “natural” que Inácio Ribeiro ocupe o lugar de presidente da Mesa de Militantes. Esta eleição permite também reforçar o conceito de gestão bicéfala que Armindo Mendes referiu no seu editorial.
Fazem ou não fazem?
quarta-feira, dezembro 9
a propósito da manchete!...
Este blog tem-se caracterizado por uma discussão aberta, descontando os impropérios, e por isso mesmo com este novo fôlego que o Sérgio Martins tenta imprimir esperam-se discussões acesas e mais assíduas sobre temas fundamentalmente a propósito de Felgueiras.
Com o clima político morno, apenas pontuado pelo: (i) voto “dissonante” (e o tempo há-de ajudar a perceber se foi mesmo discordante) da vereadora do PSD na questão da suspensão de Mandato de Fátima Felgueiras, (ii) pelo discurso de Fátima Fátima Felgueiras na tomada de posse do novo executivo, e agora (iii) pela intervenção do MSP criticando a edição do jornal Expresso de Felgueiras em vésperas de eleições, nomeadamente o artigo principal à volta dos tarifários da água, torna-se importante começar a entender o que as principais forças políticas pensam e delinearam em termos estratégicos. Quer as forças de poder, quer aquelas que estão na oposição.
Eu pensava que o MSP (e é relevante que tenha voltado a ter visibilidade pública), a recuperar de uma noite eleitoral aziaga já tinha percebido que não foi a manchete do Expresso de Felgueiras que ditou o resultado eleitoral. Não foi essa notícia que alterou o sentido de voto dos felgueirenses. Se assim fosse, os responsáveis do MSP têm então que concordar que foi pela chegada mediática e apaixonada de Fátima Felgueiras em vésperas das eleições em 2005 e o seu “exílio” no Brasil que o MSP venceu as eleições… E que os eleitores felgueirenses não são maduros nem capazes de pensar!
O MSP perdeu as eleições por 4 anos desastrosos, com uma governação fechada sobre si própria, que contribui mais para uma paragem do que para uma evolução! Mas isto é apenas a minha opinião...
terça-feira, dezembro 8
UM OLHAR DE FORA
Confesso que sou leitor assíduo do que aqui se vai escrevendo, porque aprecio a intervenção cívica, atenta, interessada, livre de quem, com certeza, quer o melhor para a sua terra.
Tenho agora também a oportunidade de participar neste espaço de debate aberto aos anseios, preocupações, opiniões, pontos de vista, expectativas e de confiança num futuro melhor para uma terra cheia de potencialidades. Aqui procurarei reflectir aquela que é apenas a minha visão.
Trabalho em Felgueiras, mas vivo num concelho vizinho, de onde sou natural. Na minha vida, durante a adolescência, passei por Felgueiras, onde estudei alguns anos.
Reconheço que os anos que, nesse importante período da minha adolescência, vivi em Felgueiras me marcaram. A ligação a Felgueiras prevaleceu que, passados uns largos anos, me envolvi, com enorme entusiasmo e determinação, com um grande amigo, num projecto empresarial de comunicação cujo primeiro alicerce foi empreendido neste concelho do Vale do Sousa.
Aceitei o convite do Sérgio Martins para participar no Felgueiras 2005 transmitindo-lhe que assumirei, neste blogue, um olhar de fora. De alguém que, vivendo na sua vida pessoal a realidade distinta de um concelho vizinho, quer participar num debate de ideias para o desenvolvimento de uma terra, repito, cheia de potencialidades...
Para quem, como eu, se desloca diariamente para Felgueiras, facilmente se apercebe que esta terra, outrora sinónimo de desenvolvimento para os que viviam em concelhos vizinhos, parou no tempo transformando-se numa ilha distante de tudo o que a rodeia.
segunda-feira, dezembro 7
Interesse jornalístico
Noticiar ou não?

domingo, dezembro 6
O MEU PRIMO RODRIGO

Sousa e Castro foi um dos capitães que fez o 25 de Abril, ocupando à época, cargos de grande responsabilidade política como: Conselheiro da Revolução e Superintendente da Comissão de Extinção da PIDE/DGS. Pessoa politicamente moderada, integrou o Grupo dos Nove, estando na génese em conjunto com Melo Antunes (o ideólogo) e Ramalho Eanes (o operacional) do golpe militar do 25 de Novembro. Para aqueles que não sabem, este golpe militar levado a cabo em finais Novembro de 1975, permitiu retirar o país da deriva totalitária do PREC e alinhá-lo com a normalidade democrática e o estado de direito. Há por isso quem defenda que, a democracia em Portugal, nasceu no 25 de Novembro e não no 25 de Abril.
Recordo com saudade, a relação de afinidade e cumplicidade entre o meu pai e o Rodrigo. O meu pai que foi da oposição ao Estado Novo, em conjunto com outras conhecidas figuras de Felgueiras, como o Dr. Machado de Matos e o médico Dr. Aurélio, via o Rodrigo com um orgulho filial. Não por testemunho directo, pois em 1975 tinha apenas 9 anos de idade, mas por conversas em casa, vim mais tarde a saber que, caso esse desconhecido mas importante golpe militar tivesse corrido mal, fugiriam para Espanha e ficariam uma noite em Ribeira de Pena (na terra da minha mãe), com a conivência e a cobertura do meu pai.
Quem passou por tudo isso, deve na verdade, ter muita coisa para contar.
Deixo o link da wikipedia para quem se interessar em saber algo mais.
Feliz por ser livre para opinar nesta terra
sábado, dezembro 5
Podem contar comigo para o debate
Gostaria também de lembrar que tudo o que aqui possa ser escrito por mim, são as minhas ideias, pessoais.
Logicamente que as mesma irão reflectir as opiniões em muitos assuntos que são defendidas pelo Bloco de Esquerda, do qual faço parte e partilho as politicas pelo qual nos batemos e defendemos dizem de uma forma "radical" , nos gostamos que assim seja. Por isso em breve irei propor que se poste algo sobre temas que estão ai no debate diariamente como o Casamento entre pessoas do mesmo sexo.
F2005 Reforça equipa
quinta-feira, dezembro 3
Help?
quarta-feira, dezembro 2
Depois de algum tempo (muito até) sem nada escrever, regresso ao activo para procurar, de quando em vez, trazer à colação assuntos que julgo terem interesse para quem mostre interesse em saber e em debater.
O caso Face Oculta tem merecido inúmeras intervenções públicas, as mais variadas interpretações da Lei, acerca da possibilidade ou não de usar e ou revelar o teor das escutas telefónicas nas alegadas conversas entre um dos arguidos e o Primeiro-Ministro.
O Prof. Dr. Germano Marques da Silva, eminente Professor de Direito e Penalista de reconhecido saber, escreveu recentemente um artigo publicado no JusJornal n.º 892, Wolters Kluwer Portugal, de 19 de Novembro de 2009, o qual subscrevo na íntegra e que na minha intervenção sigo de perto.
A propósito das escutas telefónicas no caso Face Oculta, procurando contribuir para um esclarecimento da interpretação jurídica que deve merecer, face à Lei Processual Penal em vigor, e atentas as muitas interpretações (algumas nem isso são) que têm sido publicadas, por muitos (políticos, jornalistas e até juristas), reflectindo sobre o que diz a lei julgo que a interpretação que dela me parece a mais adequada para aquele caso é a seguinte:
A primeira regra a reter, e a merecer a atenção geral nesta matéria é simples: escuta não autorizada por quem de direito é prova proibida, logo não pode ser utilizada seja para o que for.
segunda-feira, novembro 30
valeu a pena?
Já lá vão quase 6 anos nestas coisas dos blogs. 6 anos! Devo estar maluco! 6 aninhos da minha rica vida a desperdiçar tempo nos blogs!
Aquilo que começou como uma mera brincadeira (santaquiteria) acabou por tomar contornos mais sérios com o Felgueiras2005, blog criado para "opinar" sobre as Eleições Autárquicas de.... 2005! Entretanto, outras passaram e o 2005 cá continua!
Pelo caminho, chateei-me e fui chateado. Até fui processado!!! mas diverti-me imenso! E até ganhei um processo! Mas fiquei muito irritado e jamais perdoarei a quem injustamente me processou enquanto não me pedir desculpas.
Não tenho dúvidas que este blog influenciou algumas decisões políticas em Felgueiras; nem que muita gente aqui acedia e lia e comentava os posts e respectivos comentários.
Que saudades do Peixinho (já podes aparecer?) com as suas revelações bombásticas lá de dentro do seu aquário! Que saudades, até, das guerras com o galInácio! E que "pancada", meu Deus! Com trabalho até às orelhas e sempre à procura de um local com internet para "postar"!
Mandei "postas" de Espanha e da China; de Inglaterra e de Porto Rico; de França e do States; de praticamente toda a Europa e até da Mongólia! da Tunísia, de Israel e do Japão! Era a loucura da "posta".
Valeu a pena?
A alma não é pequena, mas... não sei.
Como tudo o que começa, também aqui terá de haver um fim. Um fim para as minhas postas que não para o blog ou para as postas de outrem. E talvez, com o meu fim, outros regressem ou se sintam com vontade de colaborar, de revigorar o F2005. Espero bem que sim.
Por mim a todos agradeço; a todos peço desculpas se alguma vez alguém ofendi (ao varredor não porque o Sr Juiz disse que não era ofensa!). Acreditem que sempre aqui estive pela diversão e pela luta. Sim, que a luta continua!
Volto ao meu Monte Sagrado. Como não percebo nada de blogs pedi a quem percebe para me fazer uma página ao nível da Santa e da Terra, em suma: fantástica! A ver vamos o que sai!
Vou deambular pelos seus jardins, pelas suas matas e caminhos esquecidos. Vou falar da minha Felgueiras; dos meus lugares; dos meus amigos. Vou falar de tudo aquilo que amo na minha Terra e que esta distância tenta dissipar. Vou recomeçar, agora que o futuro começou.
A todos, abraços e beijinhos. Vemo-nos por aí, em 2010!
De volta à estrada
Clientes Satisfeitos ??? Não !!!
Qual o erro mais grave que os gestores continuam a cometer? Ou então mais grave ainda. Qual o conceito que ainda não perceberam? Ainda estão agarrados ao conceito de cliente satisfeito como um cliente alegre, contente, feliz, agradado. Hoje em dia quase todas as empresas estão nesse patamar e “clientes satisfeitos” é o que mais há por aí. Mas o que faz a diferença? Com a metáfora do bolo de aniversário chegamos lá: pense num bolo através de 4 gerações e podemos dizer que cerca de 1945 tínhamos a economia das matérias-primas e então compramos farinha, açúcar, etc. e fazemos um bolo em casa. Gastamos 1 €. Por volta de 1960 com a economia de produtos vamos ao mini-mercado e compramos um preparado de bolo que vai ao forno e gastamos 3€. Com a economia de mercado, por volta de 1975 compramos o bolo de aniversário numa das várias pastelarias existentes por 10€. Nos dias de hoje, o aniversário tem que ter uma festa no restaurante e uma ida à discoteca, ou os filhos a quererem celebrar na pizzaria “x” e com os amigos! Preço de 100€. Isto chama-se economia de experiencias. Onde está o maior salto de facturação/lucro? Quando se passou para a economia de experiências, obviamente. Assim não nos podemos dar ao luxo de vender produtos ou serviços mas sim experiências!
Reparem que não se trata de uma questão de semântica, nem de modas de termos. É uma questão de atitude. Quem a tem comanda o mercado, lucra exponencialmente, quem não a tem segue caminho e faz pouco mais que o break-even. Por isso, clientes satisfeitos? Não !!! Clientes Maravilhados !!!
sábado, novembro 28
Desalinhada??

Prémios AEF
quinta-feira, novembro 26
Recentrar este blogue
Como sabem os frequentes leitores deste blogue, na sua génese estava o princípio do debate político com a participação de pessoas de vários quadrantes. Até este momento não foi possível manter a assiduidade necessária dos participantes convidados, com uma clara perda do princípio que esteve na criação deste blogue e no convite efectuado aos participantes. Vamos recentrar o princípio subjacente à criação deste blogue? Uma outra questão que se coloca, e que algumas pessoas apontam como factor negativo para não participarem, são os comentários. Acham que o blogue deve manter-se aberto a comentários, ou não?
segunda-feira, novembro 23
terça-feira, novembro 17
Quem não se sente não é filho de boa gente
Como é do conhecimento dos leitores (da maioria, pelo menos) deste blogue, fiz parte, porque para isso me convidaram, de um programa na Rádio Felgueiras intitulado “Conversas Cruzadas”. Quando se iniciou a participação foram colocadas duas exigências pela RF. Primeiro, que nenhum dos intervenientes falaria em nome de um partido ou transmitisse as suas posições oficiais, como forma não limitativa do debate e, segundo, que o programa fosse interrompido na altura das eleições legislativas e autárquicas. Da minha parte, coloquei como única exigência o facto de tomar a decisão final quando tivesse os nomes de todos os intervenientes. Como é natural não estaria disponível para um programa daquela natureza com todo o tipo de pessoas.
A direcção da RF fez questão de convidar os participantes para um jantar onde se congratulou pela participação de todos os comentadores, enaltecendo a iniciativa de Luís Martins pela moderação do programa. Tudo “correu sobre rodas” durante quase um ano, com, segundo palavras do próprio director de informação da RF, excelente feedback dos ouvintes e da própria direcção. Foi um programa ouvido por políticos e por cidadãos do concelho que viram neste porventura o único local onde se fazia um debate político franco e aberto, mas ao mesmo tempo sem a carga política que condiciona e tolhe pensamentos e ideias próprias. Chegada que foi a altura das eleições o programa é suspenso tal como combinado. Quando chega a altura de reatar o mesmo, eis que somos todos (comentadores e moderador) surpreendidos com a decisão de a RF avançar com um outro programa em moldes diferentes dos que inicialmente defendia e que não vou aqui comentar. Até aqui tudo bem. Cabe à direcção da RF, especialmente à direcção de informação, decidir aquilo que quer, ou não, como programas de informação.
O que não pode nem deve acontecer, é que neste processo não tenham tido o cuidado de informar o moderador assim como os comentadores a quem tanto agradeceram a participação no programa da sua decisão unilateral. Mais. Não escreveria eu este post se o presidente da RF e o seu director de informação, se tivessem dado ao trabalho de responder ao e-mail que enviei dando nota disso mesmo. Do conteúdo do e-mail foi dada nota aos outros elementos do programa, uma vez que todos manifestavam o mesmo sentimento.
Atentos aos “problemas” que surgiram durante o período de suspensão do programa devido às eleições, como programas especiais para as eleições que foram suspensos, leituras enviesadas (vejo agora porquê) de escritos meus, etc. não foi surpresa o desfecho que teve o programa, pensei foi que as pessoas que dirigem a RF fossem diferentes.
Neste processo o PSD também não se comportou bem em relação à minha pessoa. Não que não esteja bem entregue a Alírio Costa o debate, antes pelo contrário, uma vez que a estratégia é outra. O que está em causa é o respeito que se mostrava por quem durante um ano na RF fez um trabalho de esclarecimento das populações sobre aquilo que se passava, dando voz ao PSD, aos problemas do concelho, com um simples telefonema de explicação tipo: “obrigado, mas é nosso entendimento que face ao convite e ao tipo de programa a pessoa que pretendemos indicar é…”.
Sei que, os “velhos do Restelo” e aqueles a quem convém, vão ver nesta minha posição, que é apenas de postura na vida uma “dor de cotovelo”. Não posso evitar tal, assim como que alguns vejam em futuros escritos meus que visem a RF, PSD e executivo municipal com opiniões menos favoráveis, uma “vingança”. Nada mais errado, mas fica para memória futura.
Nota final: mesmo antes de publicar este post, liguei com o director de informação dando nota de que o iria fazer.
quinta-feira, novembro 12
Se o Ridículo Matasse….
Regresso e espanto-me com determinadas reacções ao meu comentário a respeito da brutal prova de ignorância do Sr. Dr. Vereador (sem pelouro) Dr. Bruno Carvalho, Dr., em relação à Língua Inglesa. O facto não é discutível. Há um erro e o mesmo tem, somente, de ser admitido e apreendido, para que não se repita.
Qual foi a reacção? A do costume.
O Sr. Dr. Vereador (sem pelouro) Dr. Bruno Carvalho, Dr. tenta matar o mensageiro! Não admite o erro nem o emenda. Atira-se ao mensageiro.
O Sr. Dr. Vereador (sem pelouro) Dr. Bruno Carvalho, Dr. meteu-me em Tribunal por supostas calúnias. Pese embora o facto de eu ter tentado resolver o caso com uma conversa, tal nunca foi possível porque o dito Sr. Dr. não abdicava do alto castigo que me esperava. O caso foi encerrado (arquivado) na Abertura de Instrução. O Sr. Dr. Vereador (sem pelouro) Dr. Bruno Carvalho, Dr. perdeu! Fiquei, até hoje, sem saber se o dinheiro pago ao seu Advogado (mais custas judiciais) foi reposto pelo Sr. Dr. Vereador (sem pelouro), ou não. Mas fiquei a saber que o dito Sr. Dr. Vereador (sem pelouro) nunca teve, para comigo, uma palavra a pedir desculpas por me ter injustamente acusado, tal como determinou o tribunal.
O problema do Sr. Dr. Vereador (sem pelouro) Dr. Bruno Carvalho, Dr. é ter pela sua própria pessoa um amor desmesurado. Não admite que se brinque com ele, que se lhe aponte os erros, as vaidades, as inverdades. Não o admite nem a ele próprio porquanto nem o salutar acto de se rir de si próprio cultiva. E isto é o que me assusta numa pessoa: a incapacidade de se rir de si próprio. É que eu não confio em ninguém que não saiba rir-se de si próprio.
Quanto ao “cursozinho” e ao “cursinho” dizem-me que ambas as palavras são aceitáveis. Caso não o fosse, teria agradecido a chamada de atenção e corrigiria. E daria uma gargalhada pela “argolada”! Afinal o que é a vida sem uma boa gargalhada!??!
terça-feira, novembro 10
segunda-feira, novembro 9
sexta-feira, novembro 6
Aço Vivo (Steel Alive)
Para mostrar que está vivo, o Sr Dr. Vereador (sem pelouro!) Dr Bruno Carvalho, Dr, publicou esta pérola!
Volto a afirmar que não gosto de bater em ceguinhos... Mas neste caso alguém que informe o Sr Dr. Vereador (sem pelouro) Dr Bruno Carvalho, Dr que, politicamente, STILL ALIVE só na cabecinha dele!
Já agora, uma vez que tem mais tempo livre faça como o nosso primeiro: tire lá um cursozinho de Inglês Técnico!
terça-feira, novembro 3
O futuro. Hoje (*)
Podemos usar esta frase em todas as áreas da nossa vida e também para o novo executivo camarário que tomou posse esta semana. As expectativas estão elevadas pela expressividade dos votos. A folgada maioria que o eleitorado deu à coligação Nova Esperança (PSD e CDS-PP) tranquiliza, mas também responsabiliza os eleitos. Mal comparado e teríamos aqui um fenómeno quase “Obama”, em que é depositada uma esperança de renovação, mudança e esperança, nunca antes vista. Isso fará com que alguns possam achar que as coisas devem andar mais depressa, outros que deve ser feito mais, outros ainda, que seja feita de maneira diferente. Todas as ideias são válidas e vão contribuir para a criação de um futuro hoje.
A jovem equipa do Executivo municipal está bem preparada para fazer face aos enormes desafios que aí se apresentam. A escolha da equipa foi pensada desde o inicio para os eventuais pelouros que viriam a ocupar e aí estão. A primeira mediada anunciada ainda antes da tomada de posse, prende-se com uma auditoria às contas da câmara. Teria que ser. Conhecer a realidade é o primeiro passo de gestão. Depois virão as primeiras soluções e depois o futuro. Assim podemos todos afirmar: Nós criamos. O nosso futuro. Hoje.
[1] “Eu crio. O meu futuro. Hoje” é o lema da empresa WeCreate, especialista em formação na área do Desenvolvimento Pessoal.
Serviço Público

-- Carlos Diogo
segunda-feira, novembro 2
quinta-feira, outubro 29
Vitória !! (*)
Foi uma vitória de todos os felgueirenses, de todas as idades e de todas as orientações políticas. Foi uma vitória pela mudança, pela esperança de um futuro melhor. Foi a vitória de uma mensagem de esperança e de um rosto: Inácio Ribeiro. Foi com profunda humildade de quem conhece os felgueirenses, os seus desejos e as suas dificuldades que Inácio Ribeiro se apresentou a votos, rodeando-se de uma equipa jovem, tecnicamente apta e desejosa de mostrar que são capazes de fazer melhor. Os felgueirenses confiaram e escolheram de uma forma inequívoca, o que queriam. Isto também representa uma enorme responsabilidade para os eleitos. Chegou a hora de trabalhar e ninguém espera que a tarefa seja fácil.
Fátima Felgueiras foi a grande derrotada da noite e assumiu isso pessoalmente. Soube encarar a derrota e cedo percebeu a tragédia que os números provariam ser. Foi confrangedor verificar o abandono dos “seguidores” de longos tempos, dependentes de favores, de empregos ou simplesmente daqueles que gostam de estar colados ao poder. Muitas caras vi, no meio da multidão que aplaudia Inácio Ribeiro, conhecidas de outras andanças. Fátima Felgueiras será uma mulher muito só neste momento. “Decapitado” que está o Movimento Sempre Presente (MSP), será muito difícil a sua sobrevivência política, salvo se, fruto da ambição de um dos vereadores eleitos e de algum capital político que detenha, consiga arregimentar o resto do movimento para o futuro. Assim, veremos ao longo deste mandato uma colagem, de uns ao grupo parlamentar da coligação e de outros ao PS devido à proximidade ideológica. Outro dos derrotados da noite de 11 de Outubro foi o PS. É legítimo que Eduardo Bragança queira assumir o mandato de vereador para o qual foi democraticamente eleito, tendo declarado que o faria ainda antes de conhecidos os resultados aos microfones da Rádio Felgueiras. Contudo, um candidato à câmara que obtém menos mil votos que o candidato à Assembleia Municipal (na última crónica referi a mais valia que Júlio Pereira representava para o PS) tem que tirar as devidas ilações daí. O seu afastamento nesta altura, colocando pessoas da sua confiança política na concelhia permitia-lhe outra margem de manobra enquanto vereador para se recandidatar daqui a quatro anos, como é sua ambição pessoal. Erros políticos à parte, resta o MPT cujo rosto, Horácio Costa, apareceu sempre associado ao processo “saco-azul” não conseguindo passar outra ideia diferente daquela. O desgaste que pensaria fazer na candidatura de Fátima Felgueiras não se verificou. O Bloco de Esquerda (BE) bem que se esforçou durante toda a campanha, tendo Joaquim Santos Pinho e Jorge Silva mostrado a “garra” bloquista. Seria interessante ver o comportamento de um membro do BE na A.M, mas foram vítimas do chamado voto útil. A CDU esteve completamente afastada de todo o processo eleitoral, inexistente e sem aparecer. Os resultados não espantam.
Inácio Ribeiro, tal como defendi aqui e no programa “Conversas Cruzadas” da Rádio Felgueiras, ainda se falavam em nomes de putativos candidatos, manifestou ser a pessoa certa para a, até agora inalcançável, tarefa de vencer as eleições autárquicas em Felgueiras. O único problema, para mim, é que terei que o começar a tratar por Sr. Presidente. Sendo assim, no dia da tomada de posse lá estarei, Sr. Presidente!
sexta-feira, outubro 23
Cartazes
Isto para dizer que um pouco por todo o concelho ainda se vêem, ao sabor do clima, dezenas de cartazes de candidatos a cargos políticos. Se bem que muitos deles foram colocados ainda antes de começar a campanha eleitoral, já não se vê a mesma pressa em retirá-los depois das eleições. E assim se vai poluindo o nosso universo visual, em especial nas freguesias, onde alguns cartazes colados em "tabopan", já todos tortos, se preparam para ficar ad aeternum até que a própria natureza se encarregue de os reciclar.
Uma palavra de louvor a todos aqueles que no dia seguinte se empenharam em retirar imediatamente todos os seus outdoors.
quinta-feira, outubro 22
28 de Outubro de 2009
O que mudará em Felgueiras daqui para a frente?
O que podemos esperar do novo Executivo?
... aceitam-se sugestões....
segunda-feira, outubro 19
Quer divulgar o seu blogue?
- Enviem para o e-mail do Felgueiras 2005 o link, assim como o conteúdo / género de blogue;
- Depois de analisado o conteúdo, o mesmo não se revele ofensivo para pessoas e/ou instituições;
- E assim se mantenha;
- Claro que tudo isto tem um certo grau de subjectividade, que depende de mim;
- No fundo farei aquilo que me “der na telha”, sendo certo que sempre tenho divulgado todos os blogues que aparecem e desaparecem com a mesma velocidade;
- Continuando a fazer spam é que não vão lá
sábado, outubro 17
os media e as eleições
sexta-feira, outubro 16
O CDS e a Coligação
Como diz, e bem, o Sr. da Rosa, a importância do parceiro mais pequeno não é assim tão displicente como se pode, à primeira vista, pensar. Os votos do parceiro mais pequeno, desde que devidamente enquadrados numa lógica vencedora, são os mais certinhos de todos. É que não falha um!
Para além disso, o envolvimento na Campanha é sempre enorme. Das vezes que fui à Sede de Campanha encontrei lá sempre gente do CDS. E, conhecendo-os como conheço, tenho a certeza que deram até à última gota!
É por isso que continuo a defender o que sempre disse: Coligações à direita são multiplicações e não somatórios. E, não fossem as vistas curtas de uns tantos barões do PSD, o que aconteceu no Domingo poderia, facilmente, ter acontecido há 4 anos.
E esta ideia ninguém me tira!
Todos a votos (*)
Pelo menos nestas eleições vemos algum debate de propostas. Pela primeira vez, Fátima Felgueiras tem que vir a terreiro contestar as propostas das outras candidaturas, sendo “obrigada” a tomar posição sobre questões que preferia não ter que tomar. Não me parece que a estratégia de Fátima Felgueiras arregimentar alguns dos históricos presidentes de junta para liderarem candidaturas esteja a surtir efeito no recrutamento de votos para si mesma, já que este seria o seu primordial objectivo, pela contestação popular que tem vindo a encontrar.
O programa de Fátima Felgueiras é um conjunto de lugares-comuns, sem concretizar nenhuma das medidas, ou então são promessas tão bizarras como “Continuar com o serviço de limpeza urbana” como se isso não fosse o mínimo que se possa fazer, ou então da responsabilidade do governo como “Implementar o serviço de prolongamento de horário”. Mas uma das minhas preferidas é aquela promessa de que vai “Assegurar condições para a inclusão escolar dos alunos com necessidades educativas especiais”. Recorda-se, por acaso, de um quadro branco que ficou um ano lectivo inteiro para ser entregue na escola porque uma menina com um problema de visão não conseguia ler num quadro preto, que só foi entregue depois de eu aqui denunciar publicamente a questão? É assim que pretende continuar a “incluir” os alunos com necessidades educativas especiais?
Chegou a hora da decisão, ninguém pode ficar em casa e não há meios-termos. Não há vitórias antes da contagem dos votos e ficar em casa significa deixar que os outros decidam por si. Como já referi na minha anterior crónica, mantendo o respeito pela Democracia e pela escolha dos eleitores, estas eleições serão decididas entre a coligação Nova Esperança (PSD/CDS-PP) e o MSP, entre Inácio Ribeiro e Fátima Felgueiras, entre a dinâmica juventude e um passado amorfo, entre a inclusão de todos por uma Felgueiras melhor ou pela exclusão de alguns que se recusam a ir neste seguidismo cego e sem rumo. É disso que se trata. Só há duas equipas com capacidade de vencer, cabe-nos, a nós, que temos o poder de escolher democraticamente, eleger aquela que nos dá uma nova esperança.
Serviço Público

-- Carlos Diogo
quinta-feira, outubro 15
Jamais
Nada de mais errado. Como já referi por diversas vezes, este blogue foi criado para que Felgueiras (nem que fosse no cyberespaço) tivesse um local de discussão pública com várias orientações políticas presentes. Já cá as tivemos, outras foram convidadas e recusaram, mas são poucos os que contribuem regularmente nos posts. Nem por isso desisti e, apesar do cansaço que tal empreitada provoca, vou manter este blogue. Aproveito ainda para informar que estou aberto à participação de outras pessoas, de quaisquer orientações políticas, ou sem elas, que queiram contribuir para um debate sobre Felgueiras. O resto das condições vão por e-mail.
Ainda sobre os resultados
PSD CDS-PP – Grandes vencedores das eleições em Felgueiras. Provaram serem mais fortes juntos que individualmente. Inácio Ribeiro foi o rosto, e sem dúvidas, o motivo da vitória. Ao contrário daquilo que querem fazer passar, não foi apenas o desgaste de Fátima Felgueiras que deu a vitória à coligação Nova Esperança, foi um rosto, um projecto. Foi a humildade de um candidato que conhece no terreno os verdadeiros problemas dos felgueirenses e que desta forma transmitiu a confiança ao eleitorado. Venceu também várias juntas de freguesia que muito julgavam impossíveis como Caramos e Airães. Foi uma vitória esmagadora e que permite governar com confiança. Mas é também uma enorme responsabilidade que esta coligação assumiu com esta maioria. O trabalho será árduo mas os felgueirenses merecem-no.
Derrotados
Fátima Felgueiras – Soube encarar a derrota, e cedo percebeu a tragédia que os números provariam ser. Manteve a postura e dignidade, acompanhada pelos principais rostos. Foi confrangedor verificar o abandono dos “seguidores” de longos tempos, dependentes de favores, de empregos ou simplesmente daqueles que gostam de estar colados ao poder. Muitas caras vi, no meio da multidão que aplaudia Inácio Ribeiro, conhecidas que outras andanças. Fátima Felgueiras será uma mulher muito só neste momento.
Com a sua saída da liderança de um movimento de cidadãos que assenta na pessoa de Fátima Felgueiras será muito difícil o processo de “sobrevivência” política. A tendência será para os membros da A.M. se encostarem a um dos lados e os vereadores também, salvo se um dos vereadores tiver ambição e “capital político” próprio para levar avante um processo assim.
PS – O segundo derrotado da noite eleitoral. Depois de um rocambolesco processo de escolha do candidato – Eduardo Bragança -, este já vem dizer que não se vai demitir da comissão política. Erro político grosseiro. Que assuma o lugar de vereador, faz sentido na estratégia pessoal de Eduardo Bragança, agora, devia pedir a demissão da comissão política por vários motivos: Falhou em toda a linha nos objectivos a que se propôs – câmara municipal, Assembleia e juntas de freguesia – conseguiu ter menos votos que o candidato à A.M., Júlio Pereira (eu bem disse) quando o seu rosto já estava na rua. Daqui a quatro anos, fruto da sua ambição e com um bom trabalho como vereador, reúne o apoio da comissão política socialista e avança novamente como candidato. Aguentar a liderança da comissão política vai ser difícil devido ao “regresso” dos socialistas “ex-pró-fatima” (isto existe?) ao combate interno.
BE – Confesso que esperava um melhor score dos bloquistas de Felgueiras. Estiveram bem na campanha, pensei que fossem capazes de eleger um membro na A.M., mas tal não aconteceu. Foram vítimas do voto útil nestas eleições a exemplo do que aconteceu a nível nacional.
CDU – Muito mal nestas eleições, fora de tempo, sem intervenção e conteúdos.
Felgueiras 2005 e as eleições autárquicas (*)
Sem dúvida que os blogues vieram mudar a forma de comunicar e, mesmo os mais cépticos em relação a esta plataforma, como os jornalistas, aderem agora, tendo também os seus próprios blogues. O “Felgueiras 2005” do qual eu sou, para além administrador, autor, em conjunto com Bruno Pinheiro, Marta Rocha e Paulo Cunha Ribeiro, surgiu da ideia que tive de criar um blogue onde, pessoas de várias orientações políticas, ou sem quaisquer, pudessem debater sobre assuntos de Felgueiras (90% do que é lá publicado é sobre Felgueiras), uma vez que se notava, e ainda nota, um grande défice de debate político feito com elevação. Confesso que não tem sido fácil manter esse debate. Desde logo porque juntar no mesmo blogue pessoas de orientações políticas diferentes em Felgueiras é complicado. A cultura instalada não o permite, sendo mais fácil debater ideias diferentes em blogues diferentes. Outra das ideias era que o blogue permitisse comentários de quem quer que seja, para que qualquer pessoa pudesse manifestar a sua concordância, ou discordância. Depois de alguns dissabores iniciais e comentários apagados (devido à linguagem utilizada, não como censura a ideias ou discordâncias) o blogue permite agora que qualquer anónimo comente os posts. Isto permitiu que o “Felgueiras 2005” se tenha transformado num local de debate nesta altura das eleições. Não pretende ser um jornal, longe disso, mas uma plataforma onde qualquer pessoa pode dizer o que pensa sobre assuntos da sua terra comentando notícias e factos. A possibilidade de o puderem fazer quase em tempo real, permitindo medir a reacção das pessoas leva a que a classe política esteja atenta aos blogues, tal e qual a imprensa (mais a nacional) vai beber aos blogues muitos dos temas em discussão na sociedade. Funcionam quase como um barómetro. Em Felgueiras temos um bom exemplo disso. Quando a autarquia quis efectuar o negócio da casa por detrás da câmara, levantei no “Felgueiras 2005” inúmeros argumentos contra tal medida. A classe política, atenta, utilizou muitos dos argumentos que constavam no blogue e reprovaram a decisão na Assembleia Municipal. Mais tarde veio-se a provar que o negócio iria mesmo ser ruinoso para os cofres da autarquia. Isto é a liberdade de expressão da funcionar e a democracia a dar voz ao povo, a cada um de nós, para dizer o que pensa. Era bom que todos dessem a cara por aquilo que escrevem, sem se refugiarem num anonimato que visa apenas nesta altura de eleições promover ou aniquilar determinadas personagens. Se o querem fazer assumam!