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Segunda-feira, Abril 29

E o CDS-PP faz mais um flic-flac


O CDS-PP adiou a apresentação do seu candidato à câmara municipal de Felgueiras sine die, sem dar qualquer explicação até ao presente momento, nem no seu blogue, nem nas redes sociais. Será que as declarações de Paulo Rebelo tiveram efeito dentro do CDS-PP Felgueiras ou há novas parcerias que fizeram o CDS-PP ter que reajustar a candidatura?
Será que o CDS-PP na sua infinita ansia de poder vai unir esforços com a sempre socialista Fátima Felgueiras? Será que o CDS-PP que sempre – bem, houve algumas derivações – se afirmou opositor de Fátima Felgueiras percebeu agora que afinal o candidato lançado há um ano, com anúncios na comunicação social nacional, não serve?
Será que Fátima Felgueiras não tem financiadores no partido socialista e precisa do financiamento de Madalena Silva para a sua campanha?
E como vêm os democratas-cristãos de Felgueiras este flic flac, da sua direção partidária? E, pior, que exemplo estão a dar aos mais jovens que dizem tanto querer cativar ao mostrarem, por atos, que vale tudo na política? Afinal… faz o que eu digo, não o que eu faço. 

Terça-feira, Abril 16

O CDS e a sua estratégia...


Na última edição do Semanário de Felgueiras, Paulo Rebelo, presidente da Assembleia Municipal de Felgueiras eleito nas listas da coligação PSD/CDS-PP, dá um rude golpe na estratégia do CDS-PP local para as eleições autárquicas.
De facto, ninguém percebe o afastamento político do CDS-PP em relação ao seu parceiro de coligação, nem mesmo os próprios. O Dr. Paulo Rebelo exteriorizou aquilo que muitos companheiros de partido dizem apenas no café.
A estratégia do CDS só se perceberá se o pretendido for obter o maior número de votos possíveis com a esperança de conseguir negociar coligações nas juntas de freguesia e, correndo mal para o PSD, na câmara. Mas o CDS faz uma aposta muito arriscada, é que em circunstâncias “normais” não vale mais do que… digamos, 2000 votos.

Terça-feira, Fevereiro 26

Escola Profissional de Felgueiras - Ninguém pode ficar mesmo indiferente!...


 Hélder Quintela

Infelizmente, após os acontecimentos da semana passada, - nomeadamente das duas partes da reunião do Executivo Camarário em que se discutiu o plano que o executivo liderado pelo Dr. Inácio Ribeiro pretende implementar na Escola Profissional de Felgueiras -, e após a leitura atenta da Ata da Reunião, é para mim claro que este executivo está a gerir de forma inqualificável um processo demasiado importante e sensível, que pode colocar em causa a sustentabilidade de uma Escola, de um Estabelecimento de Ensino que tem contribuído para a formação profissional de técnicos qualificados em diferentes áreas, sendo uma das mais relevantes a do Calçado obviamente!

 
Contudo, além de criticar a condução do processo, e facto muito mais importante e relevante do que esse, não concordo com o modelo proposto: dissolver a actual entidade proprietária da EPF, e juntar as actividades desta empresa detida maioritariamente pela Câmara Municipal de Felgueiras numa nova empresa municipal que há-de também dedicar-se a actividades como a gestão de actividades culturais, do ambiente... 
Este modelo não foi seguido e adoptado em outros municípios, até porque pode colocar em causa de facto o regular funcionamento da Escola Profissional de Felgueiras, sendo que aquele que deveria/deverá ser seguido é a Alienação da participação do Município na empresa Ensino Profissional de Felgueiras, e permitir a continuação da actividade normal desta entidade.

O modelo aprovado pelo executivo, que "fez ouvidos de mercador" às propostas apresentadas na reunião do executivo (que foi pública, e como foi útil que tivesse sido pública), e que carece de aprovação ainda na Assembleia Municipal, pode colocar em causa a legalidade de funcionamento da instituição e, em risco os financiamentos associados ao nível das candidaturas a fundos europeus. E desta forma, colocando-se em risco a continuidade de funcionamento deste estabelecimento de ensino profissional.

Atendendo à (i) forma como o processo foi gerido, (ii) às dúvidas que existem se o modelo defendido pelo executivo não conduzirá a Escola Profissional de Felgueiras a um caminho tortuoso e de dúvida, (iii) à necessidade de clarificação do que realmente a autarquia pretende fazer, os deputados municipais têm a oportunidade de na Assembleia Municipal de quinta-feira forçarem uma paragem de planos inacabados, para que este assunto seja gerido de forma a que o futuro da Escola Profissional de Felgueiras seja completamente assegurado, sem riscos, e com garantias reais! Que seja um processo transparente, ouvindo os envolvidos, e não apenas estando disponível para conversar depois de decisões tomadas! (Será que ainda alguém se lembra das críticas que fazia em outros tempos aos líderes autárquicos - "ouve o que eu digo, não  aquilo que faço")!

Entre os deputados municipais, os senhores Presidentes de Junta têm um papel decisivo: eles sabem bem o valor que a Escola Profissional de Felgueiras tem tido na formação de muitos jovens das suas freguesias. Bem sei que o actual momento pré-eleitoral aconselha alguns jogos de cintura, muito mais com a reestruturação organizativa de freguesias... Mas, em assuntos tão importantes de elevado interesse público, estes devem sobrepor-se a todo e qualquer interesse político-partidário!

Interesse político-partidário que também pode estar a toldar a tomada de uma posição diferente neste assunto por parte do Executivo Municipal felgueirense!

 
Além disso, bastará olhar para a Proposta de dissolução E.P.F. - Ensino Profissional de Felgueiras, Lda., que incorpora a documentação da Ata n.º 4, 2013.02.21 do executivo, para ficarmos sem perceber de facto quais as reais intenções. Ora vejam:

 
- "(...), a Câmara Municipal de Felgueiras propõe à Assembleia Municipal que,  (...), seja aprovada a dissolução da EPF, (...)";


- "Sem prejuízo do agora exposto, mais se propõe que se proceda à avaliação da quota dos 99% do capital social detida pelo município na E.P.F. - ENSINO PROFISSIONAL DE FELGUEIRAS, LDA para possível alienação, a ocorrer antes da eventual dissolução".

Eu percebo que o executivo possa estar, com esta forma de actuação, apenas a tentar ganhar tempo - como se 6 meses não tivesse sido já um tempo razoável para estruturar uma solução sólida - , e que no final a solução seja mesmo a alienação da participação do município. Mas entretanto o mal pode estar feito. E, para evitar isso, para proteger a Escola Profissional de Felgueiras, que não é um edifício, mas sim um Projecto Educativo com pessoas (alunos, professores, funcionários), os deputados municipais devem responsavelmente - não se deixando levar pelas distracções do fumo que é lançado na discussão apenas para desviar as atenções do essencial -, indicar ao executivo que deve trabalhar numa proposta final e recusar o que lhes será apresentado. Com esta atitude estará a ajudar o executivo a tomar uma decisão sustentada e estruturada que garanta sem dúvidas o futuro da Escola Profissional de Felgueiras.


Como disse na minha primeira intervenção sobre este assunto (aqui), e afirmação que continua hoje tão válida hoje como há uma semana, não acredito que o objectivo final da extinção da entidade proprietária da Escola Profissional de Felgueiras seja acabar com a própria escola... Isso seria um crime político, de gestão e sobretudo de desvalorização da instituição. De desperdício, e de má conduta! Mas, a forma como este processo está a ser conduzido, na prática, pode resultar no fim da Escola Profissional: pela quebra de confiança, pela instabilidade, pela imagem que será passada a eventuais novos alunos, pela crise que inevitavelmente se instalou e cujas proporções só o Dr. Inácio Ribeiro tem a capacidade de terminar... Recuando, e assumindo de forma muito clara que a Escola Profissional de Felgueiras é um projecto de futuro e com futuro, assegurando todas as condições para que o projecto educativo que tanto tem contribuído para o concelho não seja colocado em causa, não colocando em questão o projecto educativo, os alunos, os professores, os funcionários.

Domingo, Fevereiro 24

Tenho pena, na verdade tenho pena…


Vem aqui caro Bruno, finalmente, escrever neste espaço que esteve à sua disposição a meu convite, num espaço de debate plural que sempre desejei que fosse. Nunca fui apologista de unanimismos nem de seguidismos bacocos. Verifico com muito agrado o seu regresso a este espaço, mesmo que apenas sirva para passar as mensagens que maior impacto político lhe possam servir.
Gostaria contudo de lhe lembrar que não pretendi aqui – e pode-se referir a mim diretamente – dizer que as pessoas ganham de forma exagerada em função daquilo que produzem, mas sim que se não tivessem visto o seu “futuro” e os seus ordenados muito superiores àqueles que a grande maioria dos felgueirenses ganham em "risco", não teriam tido este empolamento das circunstâncias. Agradeço-lhe ter-me eleito como alvo pelas minhas palavras, mas olhe que não sou candidato a coisa nenhuma.
Se não tivessem tido a cobertura política e o aproveitamento da mesma situação por parte dos vereadores da oposição (legítima, diga-se!) mas que o único e grande objetivo é político, não uma verdadeira preocupação com a EPF.
Se assim fosse, o Bruno e a vereadora Fátima Felgueiras, tiveram nas vossas mãos durante muito tempo o dossiê “EPF” e podiam ter resolvido a questão, preferiram não o ter feito.
Deixe que lhe lembre que se estivermos a falar de presentes, lembro-lhe o passado, e a prenda que nos deixou, quando destruiu por completo um estádio municipal para realizar uma prova, e a liberdade de opinião que hoje defende (legitimamente) não a aplicou no passado, processou um membro deste blogue que emitiu aqui a sua opinião por muito menos abuso na linguagem e no tom que hoje usa. Na altura calar opiniões era mais fácil usando o erário público.
Quanto à EPF, e ao seu extraordinário percurso, tenho pena que só agora - eu já o faço há muito tempo - se tenha lembrado de publicar aqui os seus feitos, tenho mesmo muita pena.

Trabalho, empenho e dedicação...




Depois da tentativa de branqueamento do passado da Escola Profissional de Felgueiras, com insinuações de remunerações principescas, tachos e interesses pessoais, nada como o presente continuar a falar por si...

Isto a propósito dos últimos prémios ganhos pela Escola Profissional de Felgueiras... Mais concretamente à participação pela segunda vez no concurso de “ACESSÓRIOS DE MODA – NAMORAR PORTUGAL 2013” cuja Final se realizou no passado dia 23 de Fevereiro, em Vila Verde - Braga.
A EPF apresentou a concurso DOZE projetos de acessórios de moda, idealizados e construídos pelos alunos do 2º ano do curso profissional Técnico de DESIGN DE CALÇADO, orientados pelos formadores Fernanda Silva, João Barros e João Sampaio.
No final, o prestigiado Júri atribuiu o primeiro e segundo lugares a dois projetos dos alunos da EPF.

O Concelho de Felgueiras, a Escola Profissional, os seus alunos e professores estão mais uma vez de parabéns. 

Pena que alguns não vejam aquilo com que estão a acabar...

 

Quarta-feira, Fevereiro 20

Escola Profissional de Felgueiras (III)

Caro Sérgio Martins

Confesso que ponderei escrever hoje aqui este post, sob pena de fazendo-o estar a alimentar o problema com que a Escola Profissional se depara numa óptica que considero absurda.

De qualquer forma, entendi que este assunto é sério de mais para que se possam levantar questões que são tão despropositadas e injustas, que caso não o conhecesse minimamente, acharia que não seriam a sua opinião mas sim uma encomenda...

Se me pretendeu incluir no grupo de "pessoas completamente identificadas que procuram criar junto de professores, alunos e pais" o pânico, deixo-lhe aqui apenas alguns apontamentos:

- A petição que lancei foi uma forma de cidadania que entendi utilizar para alertar para um problema com que se depara a Escola Profissional de Felgueiras e que a maioria no Executivo tencionava fazer passar sem qualquer tipo de reflexão ou discussão;

- Não viu da minha parte mais nenhum comentário ou incitação a participações no que quer que fosse, ou seja, toda a evolução, discussão sobre o tema foi do mais genuíno que existe na sociedade civil;

- Apenas respondi aos pedidos de comentários formulados pelo Expresso de Felgueiras em relação à petição. Aliás, para que perceba que não há aqui nenhum tipo de aproveitamento político, ainda esta tarde que passou, recusei prestar declarações a um canal da televisão, porque a discussão política será feita no local própria, que é a reunião de Câmara.

Mas como percebe... com isso posso eu bem...

Agora os comentários que fez no segundo post sobre tachos, pagamentos principescos, poderes instalados... isso não... com isso eu não posso bem...

Digo-lhe aliás que considero a simples insinuação um insulto às dezenas de profissionais sérios e dedicados que trabalham na escola profissional...

Poderá sempre pela maior facilidade de contato, perguntar ao Dr. José Mendes ou ao Dr. Joaquim Ribeiro, se quando foram (meus) professores na escola profissional, tinham algum tacho ou remunerações principescas... ou se conhecem alguma dessas situações... certamente que não!

Aliás, com a convição que o meu caro Sérgio Martins escreveu, certamente é conhecedor dos tachos e das remunerações principescas... pode por favor evidenciá-los aqui?

Já agora, o que me diz de o Senhor Presidente, em simultâneo com a decisão de dissolução da EPF, ter deliberado na Assembleia Geral da EPF a nomeação de mais 2 gerentes por ele indicados e que serão remunerados pela EPF? Quer falar de tachos.... então averigue quem serão estes 2 gerentes... se quiser posso dar uma pista... Presidente da Mesa do Plenário da JSD de Felgueiras... estamos conversados?

Abraço...

Terça-feira, Fevereiro 19

Escola Profissional de Felgueiras (II)


Por aquilo que se começa a ver transparecer nas redes sociais, afinal o que está em causa não é o “encerramento” da EPF, o que está em causa são os poderes instalados, os compadrios e o medo de se perderem tachos de muitos anos principescamente remunerados.
Pensei eu que o que estava em causa era “manter” uma escola que tem sido premiada em muitas áreas, que está francamente ligada ao concelho e ao seu tecido empresarial. Pensei eu que era isso que estava em causa, mas não… há outros interesses que não se inibem de usar professores, alunos e os seus pais como arma de combate pessoal e político, é pena assistir a esta instrumentalização de uma instituição como a EPF.

Escola Profissional de Felgueiras


Estejam tranquilos, ninguém, muito menos o executivo municipal, quer acabar com a Escola Profissional de Felgueiras (EPF).
De uma forma resumida:
Fruto da lei 50/2012 de 31 de agosto, as autarquias locais têm que efetuar uma reorganização das empresas municipais com participação do município no seu capital. O que acontece com a Ensino Profissional de Felgueiras, lda, empresa que detêm a Escola Profissional de Felgueiras é que é detida em 99% do seu capital social pela câmara municipal.
Como a lei força a alterações no âmbito das empresas municipais, a câmara vai efetuar alterações em várias empresas e não apenas nessa, reunindo numa só, todos os serviços cuja competência pertença à autarquia.
A única questão que aqui se coloca é apenas e só uma mudança da sociedade “dona” da Escola Profissional de Felgueiras, e não a sua continuidade!
A única coisa que lamento no processo é o pânico que algumas pessoas completamente identificadas procuraram criar junto de professores, alunos e pais.

Domingo, Fevereiro 17

Escola Profissional de Felgueiras - impossível ficar indiferente!

Impossível ficarmos indiferentes!


Estranhamente, só a poucos dias da tomada de decisão pelo executivo municipal, a propósito de uma eventual dissolução da entidade proprietária da Escola Profissional de Felgueiras, veio a público esta vontade... Felizmente, o vereador Bruno Carvalho lançou uma petição que se propagou nas redes sociais, e que vai alertar todos para uma decisão que será lesiva e porá em causa o futuro de uma instituição de ensino que se assumiu pela sua qualidade e pela sua capacidade de iniciativa. 

Capacidade de iniciativa que até serviu para que o sr. Presidente da Câmara assumisse o papel de protagonista principal, relegando a organização de facto para um plano secundário e sem visibilidade: sim, estou a falar da última edição da Descalço... Além disso, presume-se que as palavras que o Dr. Inácio Ribeiro transmitiu aos alunos e professores da Escola Profissional de Felgueiras em alguns eventos internos não eram ideias ocas, como diz o povo, ditas da boca para fora...

Não acredito que o objectivo final da extinção da entidade proprietária da Escola Profissional de Felgueiras seja acabar com a própria escola... Isso seria um crime político, de gestão e sobretudo de desvalorização da instituição. De desperdício, e de má conduta! 

Mas, a forma como este processo está a ser conduzido, na prática, pode resultar no fim da Escola Profissional: pela quebra de confiança, pela instabilidade, pela imagem que será passada a eventuais novos alunos, pela crise que inevitavelmente se instalou e cujas proporções só o Dr. Inácio Ribeiro tem a capacidade de terminar... Recuando, e assumindo de forma muito clara que a Escola Profissional de Felgueiras é um projecto de futuro e com futuro, assegurando todas as condições para que o projecto educativo que tanto tem contribuído para o concelho não seja colocado em causa, não colocando em questão o projecto educativo, os alunos, os professores, os funcionários.

Por mais que a Escola Profissional de Felgueiras seja um projecto muito ligado e acarinhado pela Dra. Fátima Felgueiras, e que este executivo e os partidos que o apoia tenham algumas contas políticas a ajustar com algumas pessoas, o pretexto de cumprimento de uma lei não pode ser o início do fim da EPF. O pretexto de cumprimento de uma lei, que até pode ter um espírito diferente daquele que o executivo lhe está a dar, não pode servir para liquidar projectos válidos liderados por pessoas com outras ideias políticas, nem com o objectivo de branquear contas de outras instituições e/ou empresas municipais ou participadas pelo município!

Relativamente à empresa que suporta a Escola Profissional de Felgueiras, parece que os critérios da lei que tem, e bem, por objectivo clarificar as participações empresariais dos municípios podem não ser aplicáveis... Até porque se trata de uma entidade que tem demonstrado uma sustentabilidade saudável!

Esperemos ... acreditando no bom senso do executivo liderado por uma pessoa de bem e que sabe o valor da educação e das dificuldades que muitos têm no seu acesso... 
Que reine o bom senso, e que este executivo não fique conhecido como o de corta-fitas de obras lançadas por outros executivos, e de comissão liquidatária da EPF...

Esperemos... que a inexperiência política deste executivo, a falta de experiência autárquica a que o Dr. Paulo Rebelo aludiu recentemente em entrevista ao Expresso de Felgueiras, não cause mais um dano irrecuperável: o fim da Escola Profissional de Felgueiras...  

... E sobre isto ninguém pode ficar indiferente!



Quinta-feira, Fevereiro 7

O Costa é que a sabe toda (*)


António José Seguro arrisca-se a ser outro Ferro Rodrigues. Aguentar o embate frontal, fazer a travessia do deserto e dinamitar o governo para que António Costa, acione o mecanismo que vai fazer desabar o governo.
O partido socialista tem esta apetência particular para lutas fratricidas na hora da tentativa de assalto ao poder com uma intensidade superior – pelo menos pública – que os outros partidos políticos. O poder sempre foi tentador e o assassínio político uma ferramenta para a concretização dos objetivos.

Todos sabíamos que Seguro seria um líder a prazo, a não ser que os tabus – António Costa e António Vitorino – nada fizessem. António Costa fez, ou melhor, outros fizeram com que acontecesse. O sempre omnipresente braço direito de José Sócrates, Pedro Silva Pereira, em conjunto com Francisco Assis e Sérgio Sousa Pinto encarregaram-se de fazer acontecer agora, “por acaso” a crise de liderança socialista. E vão manter Seguro em lume brando até ao momento que deixe de ter condições para liderar. António Costa impõe condições para que Seguro una o partido e ainda estabelece prazo até ao dia 10 de Fevereiro!

Mas Seguro geriu mal todo o processo. Começou por tentar desvalorizar os avanços da oposição interna, deixou subir de intensidade a discussão pública para depois tentar fechar tudo nos órgãos do partido. Como diria Irina Golovanova, especialista em linguagem corporal, Seguro dizia uma coisa e o seu corpo mostrava toda a preocupação e desconforto perante a situação. Da mesma forma, foi interessante analisar o comportamento de Pedro Silva Pereira no momento em que António Costa proferia umas declarações à saída da reunião da comissão política e, do meu ponto de vista, é mesmo uma questão de tempo até Seguro ser afastado.

Em Felgueiras, a câmara municipal em parceria com a ANIMAR e a ADERSOUSA realizou uma ação de sensibilização para as redes colaborativas de produção local. Coisa de pouca monta, dirão alguns, mas muito importante na minha opinião. É com ações como estas que se mudam as atitudes enraizadas de gerações de negócios em busca de novos produtos e/ou melhoria dos existentes como forma de criar valor no produto e assim aumentar as vendas criando ou abrindo novos mercados. Agora só falta mesmo que surjam ideias, que sejam colocadas em prática e que, mais importante, os empresários e produtores vejam uma oportunidade de, em conjunto, se tornarem mais fortes.

(*) Expresso de Felgueiras, 1 fevereiro 2013

Sexta-feira, Dezembro 28

Uma candidatura independente?

A candidatura de Eduardo Bragança caiu mal no seio de alguns sectores do PS local.
A tal ponto que se conjugam esforços para que surja uma outra candidatura independente na área socialista, cujo cabeça de lista será Manuel Machado, anteriormente apontado como o preferido pelo eleitorado socialista para encabeçar a candidatura à câmara.
Fátima Felgueiras tinha afirmado ao "Expresso de Felgueiras", na última edição, que tinha sido perdida uma oportunidade de juntar a família socialista felgueirense e, pelos vistos, muitos concordam com ela.
Terá saído fumo branco da reunião de hoje que juntou médicos, empresários e figuras socialistas à volta do putativo candidato Manuel Machado?

Quarta-feira, Dezembro 26

Nem tudo são más notícias *


Este tem sido um ano difícil para todos. Sem exceção. As medidas duras a que temos sido submetidos por uma orientação “troikista”, e outras que vão para lá do memorando de entendimento, fruto de um governo obcecado por corrigir todos os erros do passado nem que para isso nos deixe a todos de tanga.
As tarefas de gestão tornam-se cada vez mais difíceis, não só em termos empresariais como em termos das autarquias locais. São cada vez mais as câmaras e juntas que se queixam da grande dificuldade de gestão dos meios financeiros, e muitas ainda estão completamente tapadas no acesso ao crédito devido ao seu endividamento já excessivo.
Em Felgueiras tem sido o oposto. Em dezembro de 2011, as dívidas a fornecedores eram de oito milhões e cem mil euros, tendo passado para quatro milhões e novecentos mil euros em setembro 2012. Uma diminuição de três milhões e duzentos mil euros em nove meses, correspondendo a 40% do valor total da dívida. Sem dúvida um exemplo de boa gestão financeira da autarquia. A câmara tem capacidade de endividamento caso necessite e foi das poucas que não recorreu à linha de crédito que o Estado criou para apoiar a economia local. Claro que os “velhos do restelo” do costume, reiteram que não se fez isto ou aquilo, que se podia fazer assim ou assado. São sempre opiniões, são sempre outras formas de fazer as coisas, legítimas, claro. Mas o que não podem apontar a esta autarquia e à gestão de Inácio Ribeiro, é o facto de terem cometido erros de gestão. São tempos de grande exigência e rigor, mas nem por isso se deixou de apoiar aqueles que mais necessitam, sejam os jovens com o apoio na aquisição dos livros escolares, sejam os mais idosos com o Cartão do Idoso.
Para além disso, a autarquia aprovou para o próximo ano a taxa legal mais baixa de IMI para os imóveis de Felgueiras. É uma medida que, mesmo com as avaliações que foram feitas, vai fazer diminuir as receitas da autarquia, mas Inácio Ribeiro achou mais importante ajudar os munícipes, poupando nos impostos que pagam, numa altura tão difícil para todas as famílias. A título de exemplo, quem pagava quinhentos euros de IMI pagará no próximo ano trezentos euros o que significa uma poupança de duzentos euros ano.

Já é conhecido um dos candidatos à câmara municipal. O PS Felgueiras, indicou em processo interno e por unanimidade, Eduardo Bragança como cabeça de lista à autarquia felgueirense. É a segunda vez que Eduardo Bragança se candidata, tendo sido derrotado anteriormente com um dos piores resultados de sempre do Partido Socialista no concelho.

* Expresso de Felgueiras 20 dezembro 2012

Quinta-feira, Novembro 1

... Autárquicas do próximo ano a mexer!

Enquanto não surgem as confirmações, vão-se alimentado especulações... Se bem que algumas, infelizmente, consubstanciem já confirmações. E no entretanto, vão-se alinhando alguns apoios em conversas circunstanciais de fim de noite...

Quem acaba de se pronunciar publicamente é Fátima Felgueiras, figura incontornável na política felgueirense: http://m.expresso.sapo.pt/autarquicas-fatima-felgueiras-diz-nao-sentir-minima-motivacao-para-se-envolver-em-qualquer-processo-eleitoral-autarquico=f763847?skin=ex:m


Segunda-feira, Agosto 6

O CDS e Felgueiras


Na última edição do Expresso de Felgueiras, o meu ilustre companheiro de crónicas, Luís Miguel Nogueira, fez uma bela ode às virtudes do CDS-PP de Felgueiras. Tal facto não é desvirtuado de legitimidade para o fazer - não seja o ilustre cronista, o coordenador autárquico do CDS-PP - e, por isso, ainda mais habilitado para saber o que se passa no seu partido. O início da crónica prometia… estamos “A TRABALHAR POR FELGUEIRAS!”
Apesar de eu não exercer nenhum cargo político, senão o de militante, permito-me discordar de algumas ideias com base naquilo que é sabido e público. Desde logo a questão da coligação “Nova Esperança”. A coligação foi negociada entre as duas comissões políticas de então, lideradas por João Sousa (PSD) e Paulo Rebelo (CDS), sendo que os termos da mesma foram, e estão a ser, escrupulosamente cumpridos pelo PSD. O Dr. Paulo Rebelo é o presidente da Assembleia Municipal e as orientações políticas e promessas eleitorais a serem cumpridas conforme combinado. Não li em momento algum um apontamento do que entende por “a mudança não tinha sido a pretendida” ou ainda “estratégia de desenvolvimento” diz também que este novo grupo de trabalho do CDS-PP foi criado há “ano e meio”, ou seja, apenas seis meses após as eleições! Não deixo também de referir que o timing corresponde à reentrada de Madalena Silva como líder da comissão política. É público que Madalena Silva não vê com bons olhos os lugares ocupados pelo CDS, pretendia mais, muito mais, como sempre fiel à sua própria personalidade, mas eram exequíveis as suas expetativas? Não. Sem sombra de dúvida que não. Pura e simplesmente o CDS não tem o peso político nas urnas para negociar (vale, em média e por eleição, cerca de 600 votos) mas, por outro lado, cria problemas na campanha, com estratégias que não dão votos mas retiram ao PSD, transferindo-se esses eleitores tradicionalmente para o PS.
Se o objetivo é esse, então o CDS-PP Felgueiras deve assumir o ónus de, sem nunca ter informado o parceiro de coligação, ter iniciado uma campanha de desinformação, de preparação de eleições sempre à revelia de uma coligação que se pretendia para quatro anos, pelo menos. Sim, porque a estratégia delineada por Paulo Rebelo para o CDS, parece-me a mais acertada. Estarem presentes na coligação, trabalharem ao longo de quatro anos em conjunto e nas próximas eleições aparecerem com mais candidatos nas listas da coligação. Ou seja, criar valor, aportar conhecimento e depois colher os frutos do trabalho. Ao invés, a estratégia foi de dar “guarida” a “defensores a todo o custo” de Fátima Felgueiras em tempos passados, sendo esse o sangue novo que o CDS tem. Percebo que muita gente tenha ficado “desiludida” com este executivo quando chegou a hora de pedir o “favor” e viu que já não estava mais no regime anterior.
Não tendo eu conseguido ver na sua crónica o que o CDS faz por Felgueiras, julgo que o mote de início deveria ter tido melhor escolha, como por exemplo, A TRABALHAR PELO CDS-PP. 

* Crónica no Expresso de Felgueiras, 3 Agosto 2012

Quarta-feira, Julho 4

Da justiça


Muito se tem falado em questões de justiça. Na realidade sempre se falou ou não fosse a justiça um dos pilares de qualquer Democracia. Reparem que eu escrevi qualquer Democracia e não de uma democracia qualquer, o que faz, desde logo, a distinção entre as democracias que aqui abordo. De um lado temos a democracia que permite o acesso à justiça, a todos os cidadãos, na mesma igualdade de circunstâncias, independentemente da sua condição social, económica, de raça ou de credo. A justiça que permite, a qualquer cidadão, ver a sua causa ser julgada atempadamente, de forma equilibrada e, acima de tudo, segura. A segurança que nós temos na Justiça deve ser inabalável, contudo, isso ainda não acontece em Portugal.
Essa acaba por ser, infelizmente, a outra democracia a que me refiro. É a justiça lenta, não apenas por falta de funcionários ou má gestão de recursos mas porque encerra, em si mesma, as infinitas possibilidades de manobras dilatórias para ver processos a prescrever. Claro que para fazer um alegado crime prescrever é preciso dinheiro, muito dinheiro. São os honorários dos advogados, são as custas dos recursos, o tempo perdido nos corredores e salas de espera dos tribunais. Todo esse dinheiro necessário a uma defesa o comum dos portugueses não tem. Daí que, havendo justiça porque é proferida uma sentença, a grande maioria dos portugueses não sente segurança na justiça, nem acredita que haja igualdade.
Salvaguardando o princípio da presunção de inocência e segundo as palavras da ministra da justiça, Paula Teixeira da Cruz, um caso como o de Isaltino Morais em Oeiras, vai deixar de ser possível com a reforma legislativa que está a decorrer. A partir de agora, o que se pretende é que depois de condenado, em primeira instância, o prazo de prescrição do crime deixe de produzir efeitos, evitando assim os recursos atrás de recursos que enchem os tribunais de trabalho e que dão aos cidadãos a nítida sensação de insegurança quanto à forma de se fazer justiça em Portugal.
Claro que nem toda a reforma da justiça é consensual e ainda bem – desconfio sempre de consensos à volta de tudo. A questão do encerramento de alguns tribunais está envolta em polémica porque as populações, já de si localizadas em cidades ou vilas muito pequenas e com pouca presença das instituições do Estado, vêm ainda mais reduzida a sua presença e daí a sensação, ainda maior, de marginalização. Contudo, tal reforma e encerramentos têm que ser feitos. Não é possível ter tribunais abertos com toda a sua estrutura de custos – rendas, funcionários, magistrados, etc. – com pouco mais de um milhar de processos num ano judicial. Por mais que custe, a uma minoria das populações, isso não é viável sobre todos os pontos de vista.
Neste momento o que Portugal mais precisa é que todos estejamos focados no mesmo objetivo e não em pequenas divisões que não são mais do que uma demonstração de alguns políticos locais a pensar nas eleições do próximo ano.
* Expresso de Felgueiras, 28 de Junho 2012.

Ruturas


O aproximar das eleições internas para o partido socialista de Felgueiras, acelera as movimentações e jogos de bastidores para a obtenção do melhor posicionamento dentro do partido. Tal interesse por estas eleições advém do facto de que, dos órgãos saídos de tal processo eleitoral, sairão também as listas de candidatos às próximas eleições autárquicas.
Numa reunião da comissão política – segundo a versão da juventude socialista - Eduardo Bragança, líder da comissão política concelhia do PS Felgueiras e vereador eleito por este partido nas últimas eleições autárquicas, terá impedido os elementos da JS que têm, por inerência, assento na reunião de participarem na mesma e entrarem nas instalações. Eduardo Bragança defende-se dizendo que era uma reunião dos elementos da lista candidata e por tal motivo estes não poderiam estar presentes, enquanto os jovens socialistas alegam que os presentes eram todos da comissão política e que por isso era uma reunião em que eles têm assento. Entre argumentos de um lado e do outro, teve que ser chamada a GNR para tomar conta da situação. Fazendo querer valer os seu direitos regulamentares, a JS terá já recorrido para os órgãos jurisdicionais internos.
Independentemente da razão estar de um lado ou do outro, o que se verifica é uma rutura que agora se vai tornando cada vez mais visível. O PS é um partido dividido. Desde a saída de Fátima Felgueiras e de quase todos os seus apoiantes que o partido vive dividido e, por força da aproximação das eleições autárquicas, tal divisão vai-se tornando cada vez mais evidente. As recentes declarações de Fátima Felgueiras a este jornal, afirmando-se sempre socialista e não refutando a hipótese de vir a ser novamente candidata pelo PS à autarquia, abriram ainda mais a fenda que se sabia existir mas que ainda não era visível. Até agora.
Realizou-se, em Felgueiras, mais uma edição do Festival do pão-de-ló. Um dos ex-libris da nossa doçaria atrai a Felgueiras cada vez mais visitantes, maior diversidade de expositores de todo o país, e como consequência, maior receita para o comércio local que vê, nesta época uma forma de aumentar as receitas. Para além disso, este Festival nunca foi tão divulgado, em Portugal e em Espanha, garantindo que Felgueiras fique deste já e para o futuro associada a este Festival. Assim como temos os Festivais de Montalegre (presuntos e enchidos) e o de Óbidos (chocolate), temos o de Felgueiras com o pão-de-ló. Quem, como Eduardo Bragança, vereador do PS votou contra a forma como este Festival estava estruturado, dizendo na sua declaração de voto “Voto contra por considerar que este certame devia restringir-se aos produtos tradicionais do concelho de Felgueiras, pão-de-ló, lérias, cavacas, rosquilhos, compotas, mel, vinhos e outros. Conforme a proposta que é apresentada estamos a promover de forma gratuita, a concorrência aos produtos da nossa terra.”, devia agora reconhecer que afinal estava enganado…
 * Expresso de Felgueiras, 13 de Abril 2012

Segunda-feira, Março 19

Queiram ver as diferenças *


Dois anos e meio decorreram desde que a coligação Nova Esperança, PSD / CDS-PP, ganhou as eleições autárquicas em Felgueiras. Este é o primeiro executivo de maioria não socialista desde o 25 de Abril de 1974, sendo por isso normal que todos aqueles – e foram muitos – que depositaram a sua confiança neste executivo, elegendo como presidente Inácio Ribeiro, queiram ver diferenças em relação ao passado.
Os primeiros a exigir obra feita – apenas dois meses depois da eleição - foram, desde logo, as bancadas da oposição em plena Assembleia Municipal. Vejamos; os membros da Oposição na Assembleia Municipal de Felgueiras – PS e Movimento Sempre Presente, que não são mais do que duas fações da mesma família socialista - queriam, passados noventa dias (!!), obra feita. Reivindicaram, veementemente, durante algum tempo mas agora ninguém os ouve a esgrimir a cobrança de uma promessa ou obra que não esteja feita. Por mais que na rua, no boca-a-boca, possam dar continuidade a uma campanha de desinformação, no local próprio que é a Assembleia Municipal nada acrescentam. Aliás, a última Assembleia Municipal realizada foi um espetáculo que deverá envergonhar muitos dos membros da mesma. Uma total falta de respeito pelo Regimento, para não falar de uma falta de elevação das intervenções e mesmo de conversas paralelas nada dignas. Nem mesmo as sucessivas chamadas de atenção do presidente da A.M., que referiram o triste espetáculo que o público presente assistia, fez acalmar os agitadores de serviço.
Este Executivo terá que prestar contas no final do mandato aos eleitores, que avaliarão o desempenho até àquele momento. Mas, se o quisessem fazer agora teriam já muito para avaliar. É toda uma nova forma de ver a gestão autárquica que se tem implementado, resultando numa muito maior rapidez desde a idealização da medida a tomar até à sua concretização. Não existem obras contempladas em planos durante anos e anos (Como a Casa das Torres e a Praça Dr. Machado de Matos foram exemplo). Veja-se o que aconteceu com a área do Desporto: depois da destruição completa do Estádio Dr. Machado de Matos, foi recuperado, prestando um enorme serviço às coletividades desportivas, fim para o qual existia. Temos a piscina municipal em recuperação que estava completamente degradada há vários anos, assim como o pavilhão gimnodesportivo, temos, na Lixa, sempre esquecida no passado, a zona desportiva em recuperação. Mas todas estas obras não têm apenas um papel de intervenção, têm também um cariz de poupança. A piscina municipal vai ser dotada de um melhor sistema de aproveitamento energético para aquecimento de águas e ar, o Estádio Dr. Machado de Matos foi dotado de um sistema de aproveitamento de águas de rega, assim como com furos de água, baixando substancialmente os custos da autarquia com todos estes equipamentos. A antiga forma de investimento sem qualquer preocupação dos custos fixos que oneram todos os meses as contas da autarquia, está a ser substituída por investimento qualificado e medidas de redução dos custos como, por exemplo, a que se prende com a iluminação pública que prevê reduzir em 40% a fatura da eletricidade sem perda de qualidade e quantidade de iluminação.
Mas o maior investimento que se pode fazer é nas pessoas, nos munícipes de Felgueiras. Na área social nunca se investiu tanto como este executivo o faz. A promessa política de fornecer livros aos alunos do 1º ciclo foi entretanto alargada ao 2º ciclo, nos escalões A e B, abrangendo três mil alunos. Mas os mais idosos não foram esquecidos com a criação do “Cartão do Munícipe Sénior” que permite obter comparticipações em medicamentos, descontos em determinados serviços camarários como no consumo de água, eventos culturais e de lazer.
Assim, apenas por algumas medidas aqui retratadas, talvez se perceba a dificuldade da oposição encontrar onde possa contribuir para continuar a transformar Felgueiras numa terra + Positiva. 
* Expresso de Felgueiras, 15 março 2012.

Sexta-feira, Março 2

CDS distancia-se do executivo municipal


Na edição de hoje, o «Expresso de Felgueiras» publica uma extensa entrevista a Madalena Silva, líder do CDS Felgueiras. Não surpreende nada a pública rutura com o seu parceiro de coligação, PSD. Aliás, já aqui tinha adiantado isso mesmo em 28 de Dezembro 2011. Era previsível. A única coisa que fica no limbo é a questão Fátima Felgueiras, que prontamente afastou mas que estará a ser seriamente equacionada.
Para Madalena Silva é incontornável o facto de achar que a anterior liderança do CDS conduziu mal as negociações para a coligação. Achou, e acha, que o CDS deveria ter mais lugares no executivo municipal e deixou bem claro que o futuro da coligação dependerá desses lugares executivos.
O timing da entrevista também é o apropriado (Madalena Silva faz questão de dizer que está bem assessorada no partido ao nível da comunicação política), a seguir à mudança da liderança na CPC do PSD e numa altura em que se começam a discutir as lideranças nos restantes partidos com vista a começar a preparar o processo eleitoral autárquico, a líder do CDS faz questão de dar o mote e colocar o tabuleiro de xadrez na mesa.
E o jogo que quer mostrar é simples, aparecendo a dizer: tenho o partido pronto, estamos a trabalhar num programa eleitoral, a trabalhar em cada uma das freguesias e militantes e estaremos prontos a ir a votos sozinhos, sabendo que apesar de terem sempre votações irrisórias, são mais fortes juntos com o PSD. É histórico, o PSD só conseguiu estar perto da vitória com uma coligação com o CDS (ex-AD) e agora a vitória com a coligação Nova Esperança.
Resta saber é como vai reagir o PSD depois desta entrevista.

Segunda-feira, Janeiro 2

A lenta agonia dos OCS locais...

Não vou entrar em comentários aprofundados sobre o “post” anterior do Sérgio Martins, porque essa matéria daria para discorrer longamente. Talvez numa próxima oportunidade.

Ocorre-me, a propósito, apenas, dizer que longe vão os tempos em que os órgãos de comunicação social e local e regional floresciam com o entusiasmo e carolismo das primeiras rádios e dos primeiros jornais. Também eu participei, nessa "Primavera" nesse esperançoso movimento.

Hoje, os pressupostos em que assentava o trabalho desses órgãos, muitos dos quais referência de notável qualidade há 20 ou 10 anos, caíram por terra, sucumbiram a mudanças no paradigma da comunicação, é certo, mas, mais do que isso, a uma crise económica que tem derrubado, com crueldade, um atrás de outro, jornais e rádios locais em todo o Vale do Sousa.

Com estruturas empresariais demasiado frágeis, qual espelho da sua comunidade, não conseguiram aguentar o vendaval da crise dos últimos anos, traduzido em quebras brutais nas receitas de publicidade, ao ponto de muitos verem a sua sustentabilidade comprometida, destruindo postos de trabalho de profissionais com qualidade.

Muitos destes órgãos, também, esquecidos foram pelas respetivas comunidades, cada vez mais egoístas e desprovidas do bairrismo de outrora, que não quiseram acarinhar órgãos de comunicação social que falavam das suas terras, das suas gentes.

Basta olhar à nossa volta. Muitos morreram, outros, em agonia iminente, morrerão em breve, estou certo. Poucos hão-de restar. E bem fora que estivesse equivocado.

Tarde será quando a comunidade desta e doutras terras, acordada de um longo alheamento, perceber que, algures, ao lado, jaz a sua rádio o seu jornal, pouco valendo movimentos altruístas, como o que se tem visto em Matosinhos e noutras terras, para fazer ressuscitar a sua rádio, em tempos alienada a uma qualquer cadeia nacional.

O reboliço dos tempos presentes, com todas as inquietudes, remete-me para uma reflexão sobre o que vai ser amanhã no mundo dos OCS de uma região que outrora foi pujante no setor, mas que vai definhando.

Sexta-feira, Dezembro 30

Autarquia e Jornalismo


Segundo o Semanário de Felgueiras o Gabinete de Comunicação e Imagem da CM Felgueiras tem cinco elementos. Na peça, é questionado o número de elementos ao mesmo tempo que se questiona também a falta de notícias, ou notas de imprensa, dando nota das atividades e presenças do presidente e vereadores para que os jornalistas façam o seu trabalho.
Sobre este assunto da comunicação já falei neste blogue inúmeras vezes. Mantenho a mesma opinião. Temos que distinguir os dois lados e começar por dizer que esta é uma relação dependente, ambas as partes necessitam da outra; uns para fazerem chegar aos eleitores a mensagem que precisam e outros pelas notícias e “furos” jornalísticos. Mas há um senão no meio de tudo isto. A grande maioria dos meios de comunicação locais usa os jornalistas  como comerciais na obtenção de publicidade, gerando no meu ponto de vista dois problemas. Uma dependência do jornalista face ao trabalho comercial retirando a prioridade de fazer jornalismo, pelo menos do jornalismo de investigação, de desenvolvimento e, por outro lado, da publicidade dependem os seus ordenados e, por isso, existirá sempre um certo “conflito de interesses”.
Sendo esta uma terra “pequena” há também pequenos ódios de estimação que alimentam movimentos vingativos… basta uma peça, uma crónica, ou mesmo um post e lá foi tudo.
Do lado da Autarquia há o interesse em comunicar sempre, em manter a agenda e, melhor ainda, ditar a agenda. Há que distinguir aquilo que é marketing, imagem, do que é comunicação política. Mesmo Fátima Felgueiras, quando perdeu as eleições admitiu que o bloqueio à comunicação social (por querer evitar as perguntas dos processos) lhe foi desfavorável. Por isso é imperioso que nos momentos que aí vêm haja uma boa comunicação política, é que a campanha de desinformação vai começar.

Quinta-feira, Dezembro 29

Na política a culpa fica sempre solteira

Está quase a terminar 2011, o ano que vai ficar na história do país como o virar de página de um certo modelo de desenvolvimento assente no endividamento excessivo do Estado, das empresas e das famílias.
Foi esse modelo que transformou Portugal, em poucas décadas, numa sociedade artificialmente abastada, com um nível de rendimento aparente que não tinha tradução prática na capacidade de produção de riqueza do país, a qual foi decaindo.
Ano após ano, esta discrepância grosseira, traduzida no défice do Estado galopante e no endividamento das famílias e empresas, entre o que a nossa economia produzia e o que os portugueses teimavam, com o Estado incluído, em gastar, só podia acabar como acabou, ou seja na iminência da uma bancarrota, a qual só foi evitada com o recurso a um humilhante empréstimo internacional.
É esse empréstimo, que tem na troika o seu rosto, que justifica as medidas de austeridade que o país enfrenta e vai continuar a enfrentar nos anos vindouros, implicando políticas de austeridade, algumas das quais cegas, que afetam transversalmente setores da sociedade e da economia que em nada contribuíram para esta crise. E por isso injusto o que se está a passar.
Mas, para mal dos nossos pecados, goste-se ou não, só com esse tipo de austeridade e medidas dantescas para muitos portugueses, sobretudo os mais desfavorecidos, é que os credores aceitariam emprestar dinheiro a um país com um histórico de endividamento excessivo crónico.
Pode-se, e bem, questionar se, no plano macroeconómico, o caminho que está a ser seguido é o mais adequado para atingir as metas traçadas pela troika, nomeadamente se as medidas em curso, com os seus efeitos colaterais, não vão matar um doente já em agonia. A reflexão sobre essa matéria tão pertinente ficará para uma próxima oportunidade.
Como cidadão, de 2011, fica-me um travo amargo de intuir que, como noutros momentos aflitivos, mais uma vez não serão responsabilizados os que, pelas políticas adotadas nas últimas décadas, de vários partidos, nos conduziram à situação presente, apesar de terem sido tantas vezes avisados por pessoas de bom-senso.
Nas empresas, quando algo corre mal, os sócios-gerentes são pessoal e duramente responsabilizados pelos eventuais danos causados a terceiros.
Na política, porém, a culpa fica sempre solteira, o que, já se sabe, também explica o afastamento e a desconfiança dos cidadãos face aos políticos.
Eu incluo-me nesse lote de portugueses.

Quarta-feira, Dezembro 28

Um partido de porta aberta


É o que diz um enorme letreiro na sede do CDS-PP Felgueiras e, de facto, é verdade.
Depois da vitória da coligação “Nova Esperança” entre o PSD e CDS-PP que colocou um ponto final em 35 anos de gestão socialista da câmara municipal de Felgueiras, pequenas, mas cirúrgicas alterações foram efetuadas. Mas o ano de 2011 é que mostrou toda a estratégia.
Com a eleição de Madalena Silva como líder da concelhia - num processo eleitoral em que  apenas 19 militantes votaram, com 2 votos nulos e 2 brancos -  a mudança é mais rápida e esclarecedora das intenções. Desde logo, novos militantes ou simpatizantes oriundos das listas de Fátima Felgueiras do passado entram para este novo (??) CDS-PP. São os casos de Fernando Marinho (ex-presidente da junta de Airães), Vitor Costa (ex-vereador), Leonor Costa (ex-sombra de Fátima Felgueiras e agora sombra de Madalena Silva) para citar apenas alguns nomes.
Pessoas com tal relevo e proximidade a Fátima Felgueiras faziam prever o que aí vinha. Uma aliança estratégica com Madalena Silva, cujo dinheiro e patrocínio político a Fátima Felgueiras a poderiam colocar num bom plano para discutir as próximas eleições. E o plano começa a tomar forma. Assalto a lugares chave de instituições, cargos, de onde se pode ter acesso a centenas de pessoas e passar a mensagem, ganhar visibilidade perdida. Exemplo disso foi o caso das eleições para a Cooperativa Agrícola de Felgueiras, onde aproveitando algum descontentamento (ressabiamento?) de alguns, outros aproveitaram para se colocar a jeito, mesmo que nunca tenham sido agricultores na vida.
Voltando ao principal; o que ganha o CDS-PP Felgueiras com esta intencional traição ao seu parceiro de coligação? O que ganha Madalena Silva com Fátima Felgueiras no poder? O facto de ser o CDS-PP sozinho a ganhar as eleições basta como motivação? A ansia de um dia chegar a vereadora, mesmo com Fátima Felgueiras como presidente? São questões que veremos esclarecidas… não falta muito.
Por outro lado o que ganha Fátima Felgueiras? Tudo. Quando ganhou as eleições num movimento de cidadãos, com um regresso apoteótico vinda do Brasil, disse que os movimentos de cidadãos iriam substituir os partidos porque os eleitores não se reviam nestes. Quando perdeu as eleições no mesmo movimento de cidadãos, disse que só perdeu porque lhe faltou a máquina partidária. Então em que ficamos? Já sei, naquela que melhor aprouver, dependendo da situação. Que ninguém tenha dúvidas, Fátima Felgueiras é um animal político e fará tudo o que estiver ao seu alcance para voltar ao poder.    

Domingo, Dezembro 25

Balanços


Estamos no final de um ano em que o cenário político se vai alterando rapidamente. As motivações políticas de vingança, sem perceberem que os tempos são outros, as improváveis alianças políticas de outros tempos, geraram novas ‘alianças’ tão frágeis como outras recentes.
Enquanto isso, a maioria camarária continua o seu trabalho, são notórias as diferenças de estilo, o ambiente na câmara, o relacionamento entre colaboradores. 
Dezenas de “pequenos” projetos encostados à prateleira, parados, foram colocados em prática. Dou apenas um pequeno exemplo: a «rede de cidades e vilas com mobilidade para todos». Felgueiras foi das cidades fundadoras em 2003, em 28 de Agosto de 2006 eu questionei aqui, o que estava a ser feito. Apenas agora, com este executivo de maioria PSD/CDS-PP, se vêm as obras nesse sentido.
Como este, são inúmeros os exemplos, contudo, não deixam alguns elementos da oposição de “esclarecer” no Facebook a chusma de seguidores lambe-botas, que tudo é obra deles.

Desenvolvimento do blogue


Como estamos sempre em permanente desenvolvimento tecnológico, temos algumas novidades. Desde logo podem seguir o Felgueiras 2005 através de Feeds, Twitter e Facebook. Cliquem aí no botão “gosto” (coluna da direita) para seguirem no Facebook o que por aqui se vai escrevendo…
Para além disso, este blogue pode ser visualizado nos telemóveis.
Espero que gostem, estaremos ainda mais perto daqueles que queiram saber o que se passa por terras de Felgueiras.

Espero que todos tenham passado um Natal cheio de saúde, rodeados da família e amigos. 

Sexta-feira, Novembro 11

1º Corta Mato "Vinho Verde de Felgueiras"




Aumentar o ritmo


Foi um longo tempo de paragem, demasiado confesso, neste que foi um blogue criado para que todos possam dar a sua opinião sobre o que vai acontecendo por este concelho de Felgueiras. Procurarei aumentar o ritmo até chegar ao que era por norma a actividade deste blogue… contando com a vossa importante ajuda.

Terça-feira, Novembro 8

Terça-feira, Setembro 13

Serviço Público II

Foi-nos solicitada a divulgação do evento:

 
"AULAS DE DANÇAS DE SALÃOJunta de Freguesia de Airães
Horário Semanal: Sextas-feiras, das 20H às 21H30
Aula Experimental, Informações e PreçárioSexta-feira, 30 de Setembro, das 20H às 21H30
Inscrições Limitadas e prioridade a moradores de Airães.
Mais Informações e Inscrições em:
- Sede da Junta de Freguesia de Airães (horário habitual de atendimento)
- Tel/Fax 255 488 771 / juntafreguesia.airaes@gmail.com"


Serviço Público

Foi-nos solicitada a divulgação do evento Eco Fashion Green Ville

No presente dia 23 de Setembro irá realizar-se um desfile de moda “Eco Fashion Green Ville”, pelas 21 horas junta à Igreja Românica de S. Mamede, na freguesia de Vila Verde, no concelho de Felgueiras, promovido pelo Ecoclube Salta Fronteiras. Esta organização é constituída por um grupo de jovens, não tendo qualquer fim lucrativo, sendo que o seu objectivo é a promoção e a experiência de jovens modelos, bem como sensibilizar a população pela quantidade de lixo que poderia ser reutilizado.

Segunda-feira, Agosto 15

Muitos distraídos em tempo de férias?

Por estes dias, tempo de férias para milhões de portugueses, muitos ainda não perceberam o que aí vem. Olhando as praias, os restaurantes e os centros comerciais, com tantos sorrisos descontraídos, fico com essa sensação de que muitos andam distraídos.
As sucessivas medidas de austeridade anunciadas pelo Governo com o propósito de pôr orem nas contas públicas apontam para uma fase muito difícil, recheada de aumentos impostos e taxas que sobrecarregam os cidadãos e as empresas.
É certo que o país carecia de ajustamentos estruturais incontornáveis, nomeadamente nos gastos do Estado, mas não menos verdade  é que, para já, todos vamos ter de apertar o cinto. Diria, a propósito, que muitos já não têm mais furos para fazer no depauperado cinto que envergam.
Para que as medidas difíceis que estão a ser tomadas não redundem num clima de crispação social, urge saber-se quais são as medidas que a tutela vai tomar para que não sejam sempre os mesmos a pagar os ditos e pomposos ajustamentos estruturais do Estado... enquanto determinados setores "protegidos" da nossa economia continuam a florescer, a engordar - dizem alguns - à custa da crise.

Sexta-feira, Julho 22

Sessão Solene XXI Aniversário da Cidade

Estive presente na Sessão Solene que integrou as comemorações do XXI aniversário da passagem de Felgueiras a cidade. Para além da enorme surpresa de ver uma sala cheia (com muitos jovens também) foi a surpresa de uma Sessão Solene muito cultural, com gente da terra com muitas capacidades e sem os habituais discursos para “encher” e aproveitar a ocasião demagogicamente, que normalmente acontecem.
Foi também a primeira vez que estive naquele auditório. Saliento a péssima qualidade do sistema de som assim como do ar-condicionado. Não sei como é possível nas Assembleias Municipais, com um bocado mais de contestação dos membros, alguém ouvir o orador.