quarta-feira, dezembro 16

Democracia Participativa, o Grande debate das Autárquicas

Tal Como o Helder diz os Orçamentos Participativos são realmente uma forma de devolver a democracia as pessoas, ao Povo ......

Será para muitos dos protagonistas das políticas locais um incómodo que convém votar ao esquecimento. Afinal todos/as sabem que quem sabe é quem manda e se manda é porque sabe e que ao povo restaria calar-se por quatro anos para só ter voz nas urnas. Pode ser assim um esquecimento mais essencial.

Seja como for, do ponto de vista da esquerda é importante romper este esquecimento colocando a democracia participativa no centro do debate político. O atraso no desenvolvimento do país face ao resto da Europa, as suas carências tradicionais em termos de infra-estruturas, a descentralização trazida pela democracia, a entrada na União Europeia e os seus financiamentos à modernização conservadora do país criaram um caldo cultural em que muitos políticos locais se apresentaram perante o eleitorado como salvadores e benfeitores que deram muito ao povo. Alguns autarcas quiseram passar a mensagem do político que é tão bonzinho, tão bonzinho que até cumprimenta e está com os outros como se fosse um igual, que está em todo o lado para ajudar o próximo na condição de nunca perder o estatuto de superioridade.

A uma cultura de afastamento dos eleitores das decisões correspondeu uma cultura de proximidade populista com o eleitorado.

A receita simples e parece eficaz: rotundas e betão, alguma obra para mostrar, um centro cultural ou umas piscinas, apoio farto aos clubes de futebol locais, uns grandes concertos nas festas. Isso é que é desenvolvimento!

Só que a política da "obra feita" esqueceu-se de outra obra:

A construção de uma democracia participativa.

Para a construir há instrumentos importantes, como a agenda 21 local ou o orçamento participativo. O problema é que esta receita não é assim tão simples e não basta a aplicação destes instrumentos porque estes podem ser facilmente recuperados pelas formas tradicionais de fazer política: temos orçamentos participativos que são formas do presidente de câmara melhor fazer propaganda e aplicar a sua demagogia perante a população; temos agendas 21 locais feitas por empresas, porque isso da sustentabilidade é um negócio sustentado, ou reduzidas a umas reuniões obscuras sem resultados práticos e que acabam por provar o que à partida já se tem como preconceito: que há um deficit de cidadania.

A democracia participativa será o debate mais difícil nestes proximos tempos nas autárquias.

7 comentários:

Lírio disse...

oh Silva, esquerda, mas de que esquerda és tu?... teórica? a esquerda a falar em pobres mas arrotar a marisco? a votação que tiveste para AM foi uma decepção. O BE tinha melhores opções em felgueiras, mas tu quiseste, preferiste, olhar mais para o teu umbigo? Utilizas o blog F2005 como representante do BE, embora não o assumas, para tomares a liderança do núcleo local. Sei que as tuas pretensões para as autárquicas de 2013 são muitas, mas pelo andar da carruagem irás "morrer" na praia. E mais não digo... Se queres ser mesmo de esquerda vai neste natal visitar as famílias carenciadas ou aos centros de saúde onde muitos trabalhadores esperam horas a fio por uma consulta. Denuncia isso e terás o meu apoio. Caso contrário, és um pequeno burguês como tantos na dita esquerda nomeadamente no BE/felgueiras. Bom Natal...

Lírio Lemos

Rui Sousa disse...

Sem questionar o conteúdo da crónica, que é de esquerda e fica-lhe muito bem, apenas um reparo ao português que é bastante mal tratado, e prejudica o pleno entendimento da mensagem.
Abraço, do colega de "postagens"
Rui Sousa.

Fernando disse...

O Jorge é um bom companheiro, boa pessoa e é muito voluntarioso, mas, por muito que me custe dizer isto, temos que reconhecer:
1.º A linguagem política do Jorge é como a do Pinho, automatizada. Eles não têm capacidade ou criatividade para pensarem um pouco pelas suas cabeças, mesmo dentro da realidade de um partido.
2.º O Jorge não tem discurso, não tem fluência verbal, não tem cultura política, não tem a prática e o testemunho de esquerda. Só poderá dizer se é de esquerda quando tiver que passar por provações ou tentações, e vencê-las.
3.º O futuro do Jorge, se não for bem sucedido no BE, é procurar um lugarzito de destaque no PS ou até mesmo no PSD, haja oportunidade.
4.º Concordo com o Dr. Rui Sousa: o Jorge escreve não muito bem.

Cumprimentos
Fernando Ribeiro

Fernando disse...

O Jorge é um bom companheiro, boa pessoa e é muito voluntarioso, mas, por muito que me custe dizer isto, temos que reconhecer:
1.º A linguagem política do Jorge é como a do Pinho, automatizada. Eles não têm capacidade ou criatividade para pensarem um pouco pelas suas cabeças, mesmo dentro da realidade de um partido.
2.º O Jorge não tem discurso, não tem fluência verbal, não tem cultura política, não tem a prática e o testemunho de esquerda. Só poderá dizer se é de esquerda quando tiver que passar por provações ou tentações, e vencê-las.
3.º O futuro do Jorge, se não for bem sucedido no BE, é procurar um lugarzito de destaque no PS ou até mesmo no PSD, haja oportunidade.
4.º Concordo com o Dr. Rui Sousa: o Jorge escreve não muito bem.

Cumprimentos
Fernando Ribeiro

Rui Sousa disse...

Aviso à navegação:
O meu reparo cinge-se únicamente à falta de cuidado no português. O conteúdo da mensagem parece-me globalmente correcto e bem articulado, independentemente de podermos ou não concordar com ele, mas que devemos respeitar sempre.
Quanto à correcção do português, não é mais do que cuidado e revisão da escrita, não é nenhuma ciência oculta!

Lírio disse...

Amigo, Jorge, eu ando a fazer as "Novas Oportunidades" ao sábado na Junta de Margaride. Convido-te para vires para a minha turma. Traz a Gramática, que eu ofereço-te o caderno de duas linhas. Combinado?
Um abraço do Lírio

smartins disse...

Meus caros,
O uso, como arma de arremesso, de uma pior utilização gramatical por parte de um dos bloggers , não fica nada bem. Apelo ao sentido de urbanidade de todos. Ódios pessoais deixem-nos para outras ocasiões. Obrigado.