segunda-feira, julho 30

Vale a pena correr o risco II

A propósito da força e vontade para correr o risco por parte do PSD. Tenho a firme convicção que esta é a melhor altura política para o fazer. Acho até que não haverá muitas mais até ao final de mandato. A fazer fé na última sondagem conhecida, Fátima Felgueiras e o MSP atravessam o pior momento de sempre, com a sua popularidade num mínimo histórico. O desgaste político e físico provocado por um longo julgamento é visível e os danos provocados em termos de gestão são por demais evidentes. Esta é a melhor altura interna (PSD) para o fazer. A nova comissão política tem somado pontos junto dos militantes e principalmente junto dos elementos da A.M., sendo possível estabelecer um acordo que garanta uma votação para derrubar a mesa da A.M.. Só que antes disso é necessário que PS e PSD se entendam quanto a viabilizar um derrube da Mesa. Aí, vários factores podem afastar um entendimento e inviabilizar esta oportunidade de ouro. Quem irá liderar, com que elementos, que pré-acordos estarão em discussão para entendimento futuro, são apenas algumas das matérias mais sensíveis em discussão.

sexta-feira, julho 27

Vale a pena o risco?

Na sua crónica desta edição do «Expresso de Felgueiras», Hélder Quintela levanta uma questão que deve ser colocada, a propósito do «repto» lançado pelo líder da bancada socialista na A.M., Torres Moreira, no sentido de derrubar a Mesa da A.M.. Terá o PSD força e vontade de correr o risco?

Ode à independência

Sem dúvida alguma que informação «independente e credível» é o que mais existe como fica aqui bem patente em contraposição com isto. Se não fosse de uma hipocrisia escandalosa era absolutamente hilariante. Parabéns!
[adenda] há que fazer a justiça de revelar que ficou bem a alteração do título do post que passou a incluir a expressão «(notícia com opinião)» e ainda no corpo da dita ficou devidamente salvaguardada a opinião do autor.

quinta-feira, julho 26

Serviço Público

Informação/Divulgação
A Salta Fronteiras Associação vai realizar, no âmbito da actividade "à descoberta de culturas, povos e geografias", uma descida em Canoa, nos rios Zêzere e Tejo, nos dias 28 e 29 de Julho.
Dia 28 (sábado) às 15h00 - Descida de Castelo do Bode a Constância
Dia 29 (domingo) às 10h00 - Descida de Constância a Tancos com passagem pelo Castelo de Almourol
O alojamento será no Parque de Campismo Municipal de Constâcia, vila poema. No programa cultural, está agendada uma visita ao Parque de Astronomia do Centro de Ciência Viva de Constância.

terça-feira, julho 17

Sondagem

Segundo a edição on-line do «Expresso de Felgueiras», a Federação do Porto do PS, mandou realizar uma sondagem e um estudo de opinião nos quais pela primeira vez o MSP aparece atrás das forças partidárias PS e PSD. Apesar da margem de erro (4,4%) misturar as contas todas, é de salientar a queda acentuada do MSP, fruto da incapacidade demonstrada ao longo deste mandato e a subida do PS, fruto da transferência de votos do MSP.
[rectificação] onde se lia «o gabinete de estudos da Federação do Porto do PS» lê-se agora «a Federação do Porto do PS». Ao que tudo indica, elementos do PS ficaram ofendidos com a falta de rigor da minha parte na transmissão da sondagem, insinuando que eu estaria a desvirtuar a mesma retirando-lhe valor ao dizer que foi o PS a fazer a sondagem. Que coisa mais descabida quando se sabe que sondagens têm que ser feitas por quem está autorizado. Aos senhores que só vêm teorias da conspiração. Deixem-se disso! Ah! Só mais uma coisa. Não precisam de fazer de outros «pombos correio» é só telefonar.

Está na hora (*)

Está na hora de fazer oposição. Não que até agora seja completamente inexistente, mas que seja feita de uma forma intensa e metódica e verdadeiramente política. O local ideal para isso é óbvio a Assembleia Municipal. O PS dá o mote mostrando iniciativa, para que a situação na Assembleia Municipal seja revista. Desde o início que a Oposição (PS e PSD) deixaram escapar a oportunidade de fazer o equilíbrio político em Felgueiras. A não eleição de Francisco Cunha para a Mesa da Assembleia – por motivos vários – constituiu não apenas uma derrota para o PSD mas também para o PS. A Assembleia Municipal é o local de excelência do debate político, da contestação da reivindicação, por contraposição às reuniões camarárias onde a maioria exerce a seu bel-prazer o poder. As reuniões de vereação são locais onde a oposição tem sempre (ou quase sempre) muita dificuldade em fazer valer a sua posição. Os assuntos e a extensa documentação chegam com pouco tempo para serem preparados, apreciados e decididos. As declarações de voto acabam por ser instrumentos de salvaguarda de posições mais jurídicas do que políticas. A capacidade de reivindicação é muito baixa, ou pelo menos não é do conhecimento público. Por sua vez as Assembleias Municipais são locais privilegiados para dar eco às propostas. O que lá se passa chega ao eleitorado de uma forma quase directa – mais ainda com as transmissões da Rádio Felgueiras – e é imediatamente escrutinada e comentada. Para além disso, é o local de debate privilegiado onde a oposição pode inquirir directamente vereadores e presidente da autarquia e quando estes se dignam responder, ouvir as suas respostas.
Depois, a Assembleia Municipal pode representar uma viragem importante nas estratégias da oposição, através de um equilíbrio de forças. Desta forma, juntas de freguesia e população em geral poderiam ver os seus reais interesses representados e defendidos. A maioria Sempre Presente da autarquia deixaria de ter a «cobertura» da Mesa da Assembleia, nem sempre justa, nas decisões e atitudes e por isso pelo menos respostas haveriam de dar, nem que fugidias. Acho também que o PSD deve – como maior partido da oposição – ter um papel preponderante nesta questão que promete animar o verão político felgueirense.Uma das minhas últimas crónicas neste jornal (1 de Junho) versou sobre o facto de durante um ano lectivo inteiro uma aluna de uma escola do primeiro ciclo estar à espera de um quadro branco. O quadro chegou finalmente mas apenas no fim do ano lectivo. Certo que o importante é lá estar, mas se não fosse a divulgação pública deste problema o assunto estaria resolvido?
(*) Expresso de Felgueiras, 13 de Julho 2007.

Vai um "Chopinho"?

Meus amigos, a modernidade está a chegar à Nossa tão amada Terrinha! Vem aí o shopping... melhor!!! vêm aí os shoppings!!!

Ali para os lados da Bouça vai nascer um.... dizem que é assim como uma espécie de Catarina Shopping (não conheço mas deve ser o mááááááááááximo!);

Ali para os lados da ZAEV parece que vai ser assim como uma espécie de Hiper-mercado com shopping incluído..... também, ao preço a que se pagaram os terrenos, uma coisa parece-me clara: para indústria é que esses terrenos não vão ser!

E agora, a QUESTÂO que se coloca: Então, e a Associação Comercial de Felgueiras não diz nada? Não faz nada? Hã?

Quem defende o Comércio Tradicional de Felgueiras, quem?

sábado, julho 14

A não perder

Finalmente uma lufada de ar fresco no panorama político concelhio. Numa excelente entrevista (uma das melhores que já li da política local), Torres Moreira faz o enquadramento correcto. Centraliza e foca a oposição, mostra o caminho e deixa para trás o que ao passado pertence. Uma entrevista inteligente, política (para um «não político», não deixa de ser surpreendente) e muito bem esclarecida. A frase «a oposição deve retirar a Mesa da A.M. ao Movimento Sempre Presente» promete animar verão político felgueirense. A não perder no «Expresso de Felgueiras»

quinta-feira, julho 12

Toponímia

À vezes é necessário que aconteçam contratempos para percebermos o real valor das coisas. Falo de extravios de correspondência. E bem que me apetece aproveitar a oportunidade para falar mal dos CTT (que me causaram a nível de empresa graves prejuízos que não assumem), mas reconheço que no Concelho de Felgueiras é muito difícil ser carteiro. Moro aqui num lugar à volta, que nem sei bem onde começa ou acaba, e que como todos os lugares por aqui não tem nomes de ruas. Como é que o desgraçado do carteiro há-de saber os nomes de toda a gente? Por uma sorte incrível a minha esposa tem o nome mais esquisito do Concelho, e por um outra sorte incrível um carta importantíssima foi parar a casa de um bancário que mora aqui perto e que por uma sorte incrível é da agência onde temos conta.

E se não fosse?

Pois o assunto refería-se a um importante prazo que era necessário cumprir e que por uma sorte incrível vai ser cumprido. Mas isto leva-me a pensar que por um azar incrível eu tenho o nome mais vulgar do concelho e que por um azar incrível tenho muitos outros vizinhos que não são bancários ou alguns deles são bancários em agências onde não tenho conta. Quantas cartas já não terei perdido?

Eu que venho de uma aldeola perdida no Concelho de Vouzela, fiquei pasmado por ainda não haver aqui nomes de ruas, coisa que nós por lá temos há anos e anos. Sabem em que no estamos? Não será isto uma vergonha? Eu sei que têm todos muito que fazer...

Mas afinal qual é a dificuldade de atribuir nomes às ruas? É coisa que se possa evitar a longo prazo? Não? Então porque se está a adiar? Não será esta catalogação uma coisa absolutamente indispensável? Não há mão de obra suficiente? É necessário voluntários? Está aqui um que acaba agora mesmo de se disponibilizar.

Quem manda nisto? Há uma Comissão de Toponímia?

quarta-feira, julho 4

Esqueletos no Armário (III)

Inácio Lemos, ao seu melhor estilo e na falta de argumentação – não responde a nenhuma das afirmações – lança uma série de ataques pessoais do mais baixo calibre. Só alguém muito mal intencionado pode fazer as afirmações que faz. Deixo o juízo para quem aqui me lê, assim como nas minhas crónicas, para poder constatar as falsidades das afirmações que produz. Desde o inicio que emito as minhas opiniões livremente, sem condicionantes e com coragem. Critico o meu próprio partido quando acho que o devo fazer, a gestão da câmara municipal e os partidos sem agenda própria (ao contrário de outros). As minhas crónicas estão publicadas e podem ser lidas. Percebo onde o seu discurso pretende chegar, mas não vá por aí. Já agora um esclarecimento. O seu amigo José Carlos Pereira, publicou, sem me consultar, no «Jornal de Notícias» que eu seria candidato à Comissão Política do PSD – disse-me mais tarde, numa conversa que teve comigo num café (cujo nome não me recordo mas que fica frente ao Conservatório de Música de Felgueiras) que a informação fora fornecida por Eduardo Teixeira e que não a confirmou comigo porque não tinha o meu contacto – não foi, por isso, uma «entrevista». Nessa altura – eleições entre Francisco Cunha e Carlos Alves - não fui, por opção própria – que pode ser confirmada por várias pessoas – candidato e escolhi não participar em nenhuma das listas para as quais fui convidado por ambos os candidatos. Nestas eleições fui convidado por João Sousa e por outros militantes sociais-democratas para fazer parte da equipa. Não aceitei nenhum dos convites. Fui convidado para liderar uma das comissões que o PSD criou para várias áreas temáticas, convite que aceitei, porque me ocupará relativamente pouco tempo. Não sou político e não tenho nenhuma ambição política. Gosto de conversar sobre política, sobre Felgueiras e procuro enquanto cidadão ajudar a melhorar e contribuir para o bem-estar de todos, como o tenho feito ao longo dos anos, nada mais.
Posto isto e quanto à questão principal. Não sei onde me viu escrever que concordo com a retirada da confiança aos vereadores. O que eu escrevi foi que «discordo em absoluto» do facto de um dos vereadores do PSD (Caldas Afonso) ter assumido um lugar de administrador nas empresas municipais e que confio na comissão política para encontrar a «melhor solução para o partido e para os felgueirenses». Mas não fujo à questão. Acho que uma retirada de confiança política aos vereadores, por si só, traz alguns problemas. No passado o PSD perdeu bastante por sair dos executivos em que participou. Acho até que o PS insiste nesse ponto (e o Inácio também) porque sabem que o PSD perdeu junto do eleitorado ao sair da vereação por duas vezes. O PS fez isso ao seu vereador, porque sabendo que o primeiro eleito assumiria e não deixava de estar representado na câmara, senão teria equacionado o problema com outra ponderação. Por isso, nesta questão é necessária grande ponderação.
Só mais uma coisinha. Eu não preciso de provar nada a ninguém, muito menos a si.

Apática geração de conformistas (*)

Numa terra de brandos costumes, manda quem exerce o poder. Longe vão os tempos do povo de braços no ar, reivindicando, exigindo até, o que de mais básico fazia falta naqueles tempos. Há trinta anos atrás a nossa «pequena» revolução, trouxe a «liberdade» de exercer o direito ao voto, o direito ao protesto, o direito a exercer o livre pensamento e a livre opinião. A geração que precede a minha lutou, sofreu, foi presa, torturada e exilada, para que as gerações vindouras pudessem ter um futuro melhor que o seu. Foram utilizados todo o tipo de discursos ao melhor estilo do «orgulhosamente sós», não precisamos de nada nem de ninguém e ainda mandamos os nossos «excedentes» para fora. Filhos enviados para uma guerra desnecessária, fútil, que apenas trouxe viúvas e mães desesperadas.
Depois disso, o despertar para uma nova realidade. Novos produtos, nova cultura – filmes e livros antes proibidos, para qualquer cidadão ver e ler – e nova realidade social. Tanto por fazer, tanto por aprender, tanto por reivindicar!
Por cá, em época de festas de S. Pedro, o povo anda esquecido, adormecido até. Há quem pareça completamente desligado da realidade como se nada mais importasse que não o seu emprego e o regresso a casa. Não importa se são novos ou mais velhos, solteiros ou casados, homens ou mulheres é uma total indiferença ao que se passa à sua volta. Claro que quem beneficia com isto é quem exerce (mal) o poder. Esta «benesse» concedida pela população a quem exerce o poder em Felgueiras tem efeitos perversos nela mesma, quem mais precisa.
Falta tudo. Não há cultura, a oficina de teatro usa as instalações da biblioteca municipal onde chove nos corredores apesar de ser um edifício recente, não há um único cinema (!!) numa cidade como Felgueiras, não há exposições, museus, concertos. Não há – por mais que afirmem o contrário – uma política de juventude. Os jovens felgueirenses estão ostracizados há anos neste concelho. A casa da juventude é um projecto eternamente adiado e nunca concretizado, não existem alternativas credíveis de ocupação de tempos livres, projectos de verão, projectos culturais ou desportivos que ocupem os nossos jovens neste tempo de defeso, enquanto esperam pelas férias dos pais para fugir do concelho rumo às praias. Os jovens que têm a felicidade de estudar por esse país fora, raramente regressam à terra natal, Felgueiras. Não há alternativas de emprego no concelho, não conseguem colocar em prática as profissões para as quais estudaram – eu sei, dirão alguns, que por esse país acontece o mesmo – mas mesmo que o pudessem fazer, não o fariam porque comparando o «pacote da qualidade de vida», Felgueiras perde em todas as comparações. E não, não precisamos de estar a falar apenas de grandes cidades, com as médias e pequenas também perdemos. Jovens casais, com acesso à possibilidade de sair daqui, nem que seja por uma noite em direcção ao Porto, Braga, Amarante, ou mesmo mais perto Guimarães, fazem-no sem hesitarem, não há alternativas. A cidade é um deserto num qualquer fim-de-semana dos meses de verão.
Com tudo isto, ou melhor, com a falta de tudo isto, aqui estamos nós, na nossa pequena lamúria de café, queixando-nos uns aos outros, concordando uns com os outros, mas falar no momento certo isso é outra conversa, isso é outra coisa. Entretanto aqueles que lutaram, sofreram, reivindicaram, vêm esta apática geração de conformistas no seu vaivém diário, nada fazendo para melhorar o seu futuro. Não pretendo uma revolução mas «porra», LUTEM!
(*) Expresso de Felgueiras, 29 de Junho 07

terça-feira, julho 3

Esqueletos no Armário (II)

Não há melhor exercício, nesta coisa da política, do que fazer um mea culpa. Mas como os políticos são, por norma, avessos a esse tipo de exercícios e de memória curta, lembro eu aqui um passado recente.
Foi o PS Felgueiras que criou o «fenómeno» Fátima Felgueiras. Foi no PS Felgueiras que alegadamente existiu uma conta paralela conhecida como «saco-azul». Foram altos dirigentes do PS Felgueiras que denunciaram o caso, primeiro ao próprio partido (cartas a Jorge Coelho e José Sócrates) e depois à justiça. Foi o PS que segurou Fátima Felgueiras no poder a todo o custo e depois lhe deu cobertura política após o seu «exílio». Foi o PS nacional que deixou o PS Felgueiras sozinho numa campanha eleitoral atípica. É um governo PS e os deputados socialistas que não visitam Felgueiras. É este concelho que está completamente esquecido e ostracizado pelo poder central, não outro. Por quem é que este concelho é gerido desde o 25 de Abril? Pelos socialistas. Há dúvidas?

Esqueletos no Armário (I)

Volta não volta, há quem retire uns «esqueletos do armário». O PS Felgueiras continua - na falta de alternativas para o concelho e melhor estratégia - a sua táctica de atirar areia para os olhos dos felgueirenses. Volta não volta os vereadores do PSD são alvo das críticas dos socialistas de Felgueiras. Desta feita «parece» que a comissão política do PSD se prepara para retirar a confiança política aos vereadores do PSD, Caldas Afonso e Luís Lima. Dito assim, parece a velha e grossa «boataria», o «diz que disse», e, para além do mais, fica mal a quem se arroga alternativa à actual liderança socialista. Não é postura de um político. Mas voltando ao cerne da questão e discutindo o essencial que o PS parece não querer discutir preferindo lançar a confusão, não vá o «feitiço voltar-se contra o feiticeiro». É um facto que um dos vereadores assumiu, por escolha pessoal, pertencer à administração das duas empresas municipais de Felgueiras, facto com o qual discordo em absoluto. Acho que vai trazer custos políticos ao PSD difíceis de tornear, condicionando a acção da comissão política e do grupo parlamentar na Assembleia Municipal. Claro que a actual comissão política atenta ao assunto e diligente na resolução do mesmo, encontrará a melhor solução para o partido e para os felgueirenses.
Mas este PS que se arroga do título de «moralidade política» (seja isso o que for) e no direito de dar palpites, tem, no seu passado recente, inúmeros maus exemplos (que ficam para outra posta).