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terça-feira, junho 22

Carta a Paulo

Caro Paulo,
Há determinadas questões que nem merecem discussão. Mas, pela consideração que me mereces, esclareço o seguinte.
Foram já algumas, as pessoas que por aqui passaram, umas que nada escreveram, outras que o fizeram de forma fugaz e outras que se dedicaram. Entendi eu, que não fazia sentido umas cá estarem e outras, fruto do desgaste das provocações diárias (que agora voltam), decidiram-se por um período sabático.
Se algumas pessoas, que por aqui passaram, vinham como “penduras”, por certo não levaram daqui o que pretendiam, a não ser que eu desconheça algo… e apesar de ser o único administrador, cada um é responsável por si mesmo.
É verdade que este blogue foi alvo de uma tentativa muito pouco dissimulada de ser calado mas não correu bem aos autores das tentativas que, em abono da verdade, vinham de vários quadrantes políticos.
Não sei que passarinho te possa ter sussurrado aos ouvidos, uma vez que não falei com ninguém acerca dos convites que ia realizar (Rui Sousa, Bruno Carvalho, Armindo Mendes, Miguel Carvalho e Hélder Quintela (retomando a escrita)) e que foram feitos no mesmo dia em que me lembrei dos mesmos, se a memória não me falha.
Não preciso conhecer pessoalmente todos os que por aqui passaram (conheci a Marta Rocha, quase um ano depois de ela aqui começar a escrever, e conheço Rui Sousa de um conversa de circunstância – acho eu… )
Como sabes também, durante os primeiros tempos do blogue e com uma maior participação de todos, trocava opiniões mais assíduas, o que não aconteceu por manifesta falta de participação de muitos elementos de há anos! Por isso assumi eu a responsabilidade.
Mal ou bem, é com estes que conto, assim como com outros que, longe do anonimato e do conforto da opinião de café, aqui a queiram manifestar.
Quanto a fretes... já me conheces.
Um abraço

sexta-feira, junho 18

O frete

O frete, chamas-lhe tu, estimado amigo Paulo. Para que não existam quaisquer dúvidas, este blogue nunca se prestou a fretes, pelo menos na minha pessoa. Sabes, porque me conheces bem, que não faz parte da minha forma de estar fazê-lo, mesmo que isso me custe críticas da minha “família” política que acha que era preferível eu pecar por omissão, não falando, do que dando a minha opinião. Sempre procurei que este blogue fosse o mais abrangente possível quanto a diferentes opiniões e posturas, daí o convite que enderecei a Bruno Carvalho. São conhecidas as enormes diferenças de opinião entre mim e ele em inúmeros assuntos – basta ver as questões do relvado do estádio Dr. Machado de Matos e os programas da Rádio Felgueiras. Não sei com que intentos e a quem serviu o Felgueiras 2005 no passado, contudo, procurarei manter uma postura de consciência, independentemente do facto do partido onde sou filiado estar ou não no poder. Sabes, é que eu recordo-me de muitos convites que fiz, todos recusados porque o Poder lhes podia fazer “mal” e que agora se insinuam a toda a hora… tal como recordo blogues, auto-intitulados “janelas de liberdade” que agora trancaram as mesmas.