segunda-feira, novembro 29

Não é fácil...

Não é fácil gastar 172.000€ em consultoria externa, de utilidade duvidosa.

Mas este novo executivo da Nova Esperança conseguiu fazê-lo...




São 172.000€, num ano, por ajuste directo, com consulta apenas a 1 empresa, em 2 estudos, em que o 1º seria para um estudo sobre a macro-estutrura da Câmara Municipal de Felgueiras, e das suas participadas (ACLEM, EMAFEL, EHF, PTT).

Quanto ao estudo sobre a macro-estrutura da Câmara Municipal, esse estudo foi feito, embora se desconheça o "pai da criança", pois Daniel Bessa não foi certamente, como o próprio o referiu na Assembleia Municipal.

E teve uma grande virtude: a proposta de criação do Balcão único... como se já não existisse há muito tempo...

Quanto às participadas, nem uma linha no estudo... ou seja ficou "esquecido"...

Mas pago, já está certamente, pois o contrato embora violasse o caderno de encargos em relação ao preço, era claro quanto ao pagamento:
- 20% com a adjudicação
- 80% com a aprovação do relatório final

Quanto ao 2º segundo estudo, que se esperava que fosse a "tal" auditoria, afinal trata-se de "consultoria de apoio à Gestão Financeira"...

Pois é... já aqui tinha referido que a "tal" auditoria ia ser realizado no dia de "S. Nunca"... porquê? Porque o Senhor Presidente bem sabe qual é a real situação financeira do Município, e que não aquela que tanto apregoa porque lhe dá jeito... o buraco que ele encontrou foi um "buraco cheio"...

Talvez este "Apoio à Gestão Financeira", se deva ao facto de os Dirigentes da Câmara Municipal (incluindo o da área financeira), já não existirem... talvez fique mais barato esta assessoria externa (83.200,00€) ... ou talvez não...

Talvez um dia se perceba estes ajustes directos, sem consulta a mais nenhuma empresa... urgência? competência científica?

Uma coisa é certa, seja qual for o resultado deste 2º serviço agora encomendado, a credibilidade vai ser a mesma do 1º... zero...

sexta-feira, novembro 26

quarta-feira, novembro 24

Mais eficiência energética

A câmara municipal de Felgueiras viu aprovada uma candidatura no âmbito do “Programa Operacional Regional do Norte” para um projecto designado por “Eficiência energética da iluminação pública” que vai permitir uma redução do consumo de energia na “ordem dos 30% a 40%” na iluminação pública.

Já foram intervencionadas algumas zonas no sentido de melhorar e recuperar a rede que estava danificada pela antiguidade ou vandalizada.

terça-feira, novembro 23

Praça Dr. Machado de Matos

Em reunião de câmara, do passado dia 3 de Novembro, ficou decidido a abertura do concurso público para a construção do “Praça Dr. Machado de Matos - Parque de estacionamento” pelo valor de 3,505 milhões de euros, conforme projecto do Arqº Siza Vieira. O mesmo está inserido na candidatura “Promoção de operações integradas em zonas prioritárias de regeneração urbana” do Programa Operacional do Norte – ON.2 – O NOVO NORTE, aprovada (ou pelo menos iniciada) ainda no anterior mandato (para não aparecerem aqui os reivindicadores do costume, fica já esclarecido).

Já não era sem tempo que a Praça Dr. Machado de Matos vê as obras arrancarem. Seria importante, na minha perspectiva, saber o real custo do projecto de arquitectura e afinal se havia, ou não, valores por liquidar ao Arqº Siza Vieira.

sexta-feira, novembro 19

Casa das Artes e a alegada falta de capacidade deste executivo...

Caro Sérgio, não faço ideia do que estará por detrás da não abertura da Casa das Artes.
Aliás, creio que a maioria dos felgueirenses também não.
De qualquer forma, como munícipe, não deixo de lamentar que um equipamento com aquela importância, que implicou um investimento tão avultado do município, continue de portas fechadas, apesar de praticamente pronto há cerca de um ano.
Independentemente da possibilidade do actual executivo ter herdado situações por resolver da anterior gestão, é incompreensível que, após um ano mandato, não tenha ainda sido possível reunir condições técnicas e logísticas para abrir a Casa das Artes aos felgueirenses, o que indicia, no mínimo, incapacidade política para resolver uma matéria tão importante.
Quem manda não pode passar tanto tempo a justificar a sua inacção com os problemas herdados do passado. A NE foi eleita para os resolver e introduzir uma nova dinâmica à gestão autárquica. Se fosse para ficar tudo na mesma, os felgueirenses não votariam como votaram.
Mas, tão grave quanto isso, é que os felgueirenses não são informados do que se passa, o que também não é novo face ao que vigorava com Fátima Felgueiras, que gostava pouco dos órgãos de comunicação social.
E assim Felgueiras continua sem ter qualquer actividade cultural visível promovida pela autarquia, o que parece ser um triste fado do nosso concelho, cujos autarcas têm revelado ao longo dos anos uma confrangedora capacidade neste domínio. E, caro Sérgio, os actuais nada de novo trouxeram, a fazer fé neste primeiro ano de ostracismo cultural.

domingo, novembro 14

Promessas… promessas

São as promessas, ou os compromissos como agora gostam de designar, que fazem os políticos ganhar eleições. Sócrates prometeu várias vezes, antes das eleições e após ter sido eleito, não aumentar os impostos e já aumentou duas vezes. Obama ganhou com base numa promessa de remodelação do sistema de saúde e do fim da guerra no Iraque. Se na promessa de saída do Iraque está cumprir, a questão da reforma do serviço de saúde, está a ter bastantes dificuldades internas na aprovação das medidas, não cumprindo até agora a promessa. Isso, aliado ao facto de a performance económica não ser a melhor levou a que os Democratas e principalmente Obama, fosse muito penalizado nas últimas eleições.

Por cá, durante anos a fio, Fátima Felgueiras, fez promessas nunca cumpridas, facto que nunca a impediu de continuar a ganhar eleições. Tivemos uma Piscina Olímpica que nunca saiu do papel, uma Casa da Juventude prometida desde sempre, apenas para nomear duas. O Orçamento tinha uma muito baixa taxa de concretização porque ficavam por realizar inúmeras promessas que se arrastavam de Orçamento em Orçamento de mandato em mandato.

Temos agora um novo governo na câmara municipal, fruto de uma coligação entre PSD e CDS há um ano. Este é o primeiro ano de um mandato de quatro anos. A Nova Esperança ganhou as eleições fruto de dois factores principais. Um notório desgaste da imagem e liderança de Fátima Felgueiras e da total apatia em que se encontrava o concelho. Por outro lado, Inácio Ribeiro, surge como uma alternativa do povo, identificado como do povo, falando a sua linguagem e estando ao seu nível. Das promessas feitas, algumas das principais estão cumpridas – entrega dos livros, questão do apoio social aos idosos, etc – faltando cumprir muitas outras, com certeza, afinal apenas passou ¼ do mandato. Mas, no meu ponto de vista, não é nessa questão que a NE perde votos. A maioria camarária tem denotado alguma falta de decisão, de adiar medidas esperando pela melhor altura para as tomar, o que implica, uma letargia no aparelho camarário. Isso aliado ao facto de ter que gerir um aparelho que lhes é hostil em algumas áreas não ajuda. Mas isto não são desculpas, a NE só se pode queixar dela mesma e só ela pode alterar e ajustar o rumo dos acontecimentos, aparecendo com outra dinâmica junto do eleitorado. Julgar apenas, e reforço, apenas, por aquilo que está feito, passado apenas um ano de gestão, depois de trinta e cinco anos de socialismo, não é, de todo, a melhor forma de o fazer.

sábado, novembro 13

Oposição está a trabalhar na mudança

Que há gente da oposição, com qualidade e motivada, a trabalhar em cima de estratégias, a analisar cenários, a identificar as fragilidades do poder e melhorar de forma lúcida os meios substantivos de chegar à opinião pública, para se alcançar os objectivos, lá isso há.
Ainda bem face a uma certa sobranceria que se vai percebendo do outro lado da barricada e que, desconfio, pode redundar numa coisa parecida como aquela que o poder do passado averbou a 11 de Outubro de 2009.
Isto está nos cânones: se alguns erros se repetem, as probabilidades das consequências também se repetirem aumentam exponencialmente...

sexta-feira, novembro 12

Baldes para a chuva no centro escolar de Várzea!!!

É verdade!!!

A chuva cai dentro do novíssimo centro escolar de Várzea.

Diz quem viu que há baldes em vários sítios incluindo em salas de aula.

E o campo de futebol continua inacabado (!!!), estando as crianças impedidas de o poder utilizar, o que é inaceitável tantas semanas depois da inauguração com pompa e circunstância!

Fora, no acesso, o caos de automóveis na hora de entrada e saída das crianças, é diário e perigoso! Temo que um dias destes aconteça lá algo grave...

No mínimo lamentável!

quarta-feira, novembro 10

Para memória futura

PS Felgueiras prepara contra-ataque à coligação NE tendo por base "política rasteira". O assunto já levou alguns militantes a mostrar a seu desagrado com a forma adoptada de fazer oposição... (a desenvolver)

Não há almoços grátis (II)

Claro que, sobre este assunto, a coligação PSD/CDS não está isenta de responsabilidades. Deixar arrastar uma situação que é inevitável – mudanças e saídas de alguns funcionários – como forma de optimizar a máquina. Como é evidente há lugares que têm que ter confiança política, que nunca poderia existir com as pessoas que lá estão.

Tudo isto provoca uma muito má situação. Primeiro começaram a surgir algumas conversas “de café”, depois a oposição aos gritos a dizer que a câmara está parada. Finalmente, hoje, ao final do dia, recebo uma chamada de um arquitecto amigo, que me pergunta se eu sei o que se passa na câmara, porque tem um PIP (pedido de informação prévia) parado porque falta o despacho de alguém que não tem a comissão de serviço renovada… e o processo está parado. Passou do “diz que disse”, para um facto real, contado na primeira pessoa. Assim algo vai mal…

Meus caros, já avisei, que sem endereço de e-mail, não publico os comentários. Por isso…

terça-feira, novembro 9

Não há almoços grátis

Quando nos dirigimos a uma repartição pública e somos atendidos, esperamos que o(a) funcionário(a) nos atenda bem, prestando os devidos esclarecimentos, dúvidas e informações, independentemente de quem esteja como Primeiro-ministro. Se o governo for socialista o funcionário dá uma informação e, sendo social-democrata dá a mesmíssima informação. Porquê? Porque ele é um funcionário público, i.e., serve a causa pública, portanto, todos nós e não o “chefe”. Se assim acontece, na Administração Nacional, por que não se passa o mesmo na Administração Local, nomeadamente em Felgueiras?

Os funcionários da câmara municipal de Felgueiras estão sujeitos a uma hierarquia própria, a regras e procedimentos, mas parece que alguns se esquecem do dever principal que é servir o concelho e a sua população. A CMF teve um dos maiores crescimentos de funcionários nos últimos quinze anos, cerca de quinhentos, e alguns devem-se achar em dívida para com alguma pessoa. Omitir, desinformar, esquecer, informar tardiamente são pequenos “truques” que emperram uma máquina que se pretende eficiente. Um comentário jocoso numa sala de atendimento ao público, transmite uma ideia errada cá para fora. E sabemos em benefício de quem. É que, meus caros, não há almoços grátis, e todos os favores vão ser cobrados.

terça-feira, novembro 2

Saídas do Felgueiras 2005

A partir da presente data, deixam de fazer parte do Felgueiras 2005, Bruno Pinheiro, Miguel Carvalho e Rui Sousa. A todos quero agradecer a colaboração prestada.
Quanto aos restantes a regularidade dos posts deverá ser atendida, fazendo do F2005 aquilo que se pretende: um local de discussão.