segunda-feira, novembro 30

valeu a pena?

Há dias comentava com um amigo que era o mais velho blogger em actividade em Felgueiras. Pelo menos sem esconder o nome.

Já lá vão quase 6 anos nestas coisas dos blogs. 6 anos! Devo estar maluco! 6 aninhos da minha rica vida a desperdiçar tempo nos blogs!

Aquilo que começou como uma mera brincadeira (santaquiteria) acabou por tomar contornos mais sérios com o Felgueiras2005, blog criado para "opinar" sobre as Eleições Autárquicas de.... 2005! Entretanto, outras passaram e o 2005 cá continua!

Pelo caminho, chateei-me e fui chateado. Até fui processado!!! mas diverti-me imenso! E até ganhei um processo! Mas fiquei muito irritado e jamais perdoarei a quem injustamente me processou enquanto não me pedir desculpas.

Não tenho dúvidas que este blog influenciou algumas decisões políticas em Felgueiras; nem que muita gente aqui acedia e lia e comentava os posts e respectivos comentários.

Que saudades do Peixinho (já podes aparecer?) com as suas revelações bombásticas lá de dentro do seu aquário! Que saudades, até, das guerras com o galInácio! E que "pancada", meu Deus! Com trabalho até às orelhas e sempre à procura de um local com internet para "postar"!

Mandei "postas" de Espanha e da China; de Inglaterra e de Porto Rico; de França e do States; de praticamente toda a Europa e até da Mongólia! da Tunísia, de Israel e do Japão! Era a loucura da "posta".

Valeu a pena?

A alma não é pequena, mas... não sei.

Como tudo o que começa, também aqui terá de haver um fim. Um fim para as minhas postas que não para o blog ou para as postas de outrem. E talvez, com o meu fim, outros regressem ou se sintam com vontade de colaborar, de revigorar o F2005. Espero bem que sim.

Por mim a todos agradeço; a todos peço desculpas se alguma vez alguém ofendi (ao varredor não porque o Sr Juiz disse que não era ofensa!). Acreditem que sempre aqui estive pela diversão e pela luta. Sim, que a luta continua!

Volto ao meu Monte Sagrado. Como não percebo nada de blogs pedi a quem percebe para me fazer uma página ao nível da Santa e da Terra, em suma: fantástica! A ver vamos o que sai!

Vou deambular pelos seus jardins, pelas suas matas e caminhos esquecidos. Vou falar da minha Felgueiras; dos meus lugares; dos meus amigos. Vou falar de tudo aquilo que amo na minha Terra e que esta distância tenta dissipar. Vou recomeçar, agora que o futuro começou.

A todos, abraços e beijinhos. Vemo-nos por aí, em 2010!

De volta à estrada

Tal como os velhos grupos de Rock gostam de regressar à estrada, eu também o faço volta não volta. Vamos ver quanto tempo vai durar esta digressão

Clientes Satisfeitos ??? Não !!!

Sabe o quê que a sua empresa – onde trabalha também é sua – vende? Num concelho fortemente industrializado no sector do calçado, como Felgueiras, a tendência será para dizer, sapatos. Podemos utilizar muitos outros produtos como exemplo, contudo, aquilo que nós vendemos são serviços. Quer estejamos no sector de serviços ou na indústria, o serviço que prestamos ao cliente é que faz a diferença. Por exemplo: o que vende a McDonald’s? Hambúrgueres? Se respondeu que sim, está errado. Vende uma experiência, vende segurança, vende comodidade e vende tempo! E a Harley-Davidson vende motas? Claro que não. Vende mais uma vez experiências únicas de vida. Vende lifestyle (estilo de vida), experiences (experiencias) e emotions (emoções). Um homem de 46 anos que compra uma Harley-Davidson quer experimentar um estilo selvagem, a liberdade de passear por essas estradas fora, percorrendo curvas e curvas pelo prazer que lhe dá. Ele não comprou uma mota! Acha que ele é um cliente satisfeito? Claro que não. Ele é um fã incondicional da marca.
Qual o erro mais grave que os gestores continuam a cometer? Ou então mais grave ainda. Qual o conceito que ainda não perceberam? Ainda estão agarrados ao conceito de cliente satisfeito como um cliente alegre, contente, feliz, agradado. Hoje em dia quase todas as empresas estão nesse patamar e “clientes satisfeitos” é o que mais há por aí. Mas o que faz a diferença? Com a metáfora do bolo de aniversário chegamos lá: pense num bolo através de 4 gerações e podemos dizer que cerca de 1945 tínhamos a economia das matérias-primas e então compramos farinha, açúcar, etc. e fazemos um bolo em casa. Gastamos 1 €. Por volta de 1960 com a economia de produtos vamos ao mini-mercado e compramos um preparado de bolo que vai ao forno e gastamos 3€. Com a economia de mercado, por volta de 1975 compramos o bolo de aniversário numa das várias pastelarias existentes por 10€. Nos dias de hoje, o aniversário tem que ter uma festa no restaurante e uma ida à discoteca, ou os filhos a quererem celebrar na pizzaria “x” e com os amigos! Preço de 100€. Isto chama-se economia de experiencias. Onde está o maior salto de facturação/lucro? Quando se passou para a economia de experiências, obviamente. Assim não nos podemos dar ao luxo de vender produtos ou serviços mas sim experiências!
Reparem que não se trata de uma questão de semântica, nem de modas de termos. É uma questão de atitude. Quem a tem comanda o mercado, lucra exponencialmente, quem não a tem segue caminho e faz pouco mais que o break-even. Por isso, clientes satisfeitos? Não !!! Clientes Maravilhados !!!

sábado, novembro 28

Desalinhada??

A posição de Carla Meireles foi inglória. Perante um pedido de suspensão de mandato como aquele que Fátima Felgueiras apresentou, a maioria do executivo municipal tinha duas opções. Tomava a posição rígida e legalista e votava contra, obrigando Fátima Felgueiras a renunciar – o que não fará neste momento – ou a assumir o mandato, que não convém de maneira nenhuma à maioria do executivo nesta fase. Por isso, foi muito mais fácil deixar passar esta “oferta” de Fátima Felgueiras, aproveitando a folga que a oposição dará nestes tempos para ordenar e começar os projectos que são necessários efectuar. Se algumas pessoas podem ver nesta posição um “desalinhamento” com o resto do executivo? Podem, mas isto é política senhores, política. O mal disto é que não vão faltar vozes a lembrar daqui a uns tempos deste desalinho de Carla Meireles.

Prémios AEF

A Associação Empresarial de Felgueiras vai homenagiar, hoje na Quinta do Esporão, os seus sócios com vários prémios. É de louvar esta iniciativa, que vai já na segunda edição, como forma de reconhecer aqueles que o merecem.

quinta-feira, novembro 26

Recentrar este blogue

Como sabem os frequentes leitores deste blogue, na sua génese estava o princípio do debate político com a participação de pessoas de vários quadrantes. Até este momento não foi possível manter a assiduidade necessária dos participantes convidados, com uma clara perda do princípio que esteve na criação deste blogue e no convite efectuado aos participantes. Vamos recentrar o princípio subjacente à criação deste blogue? Uma outra questão que se coloca, e que algumas pessoas apontam como factor negativo para não participarem, são os comentários. Acham que o blogue deve manter-se aberto a comentários, ou não?

terça-feira, novembro 17

Quem não se sente não é filho de boa gente

Assim me ensinaram os meus pais. Como tal, e porque os tenho em muito boa conta, decidi escrever este post, correndo todos os riscos inerentes ao mesmo. Riscos esses devidamente ponderados, aqui vai.
Como é do conhecimento dos leitores (da maioria, pelo menos) deste blogue, fiz parte, porque para isso me convidaram, de um programa na Rádio Felgueiras intitulado “Conversas Cruzadas”. Quando se iniciou a participação foram colocadas duas exigências pela RF. Primeiro, que nenhum dos intervenientes falaria em nome de um partido ou transmitisse as suas posições oficiais, como forma não limitativa do debate e, segundo, que o programa fosse interrompido na altura das eleições legislativas e autárquicas. Da minha parte, coloquei como única exigência o facto de tomar a decisão final quando tivesse os nomes de todos os intervenientes. Como é natural não estaria disponível para um programa daquela natureza com todo o tipo de pessoas.
A direcção da RF fez questão de convidar os participantes para um jantar onde se congratulou pela participação de todos os comentadores, enaltecendo a iniciativa de Luís Martins pela moderação do programa. Tudo “correu sobre rodas” durante quase um ano, com, segundo palavras do próprio director de informação da RF, excelente feedback dos ouvintes e da própria direcção. Foi um programa ouvido por políticos e por cidadãos do concelho que viram neste porventura o único local onde se fazia um debate político franco e aberto, mas ao mesmo tempo sem a carga política que condiciona e tolhe pensamentos e ideias próprias. Chegada que foi a altura das eleições o programa é suspenso tal como combinado. Quando chega a altura de reatar o mesmo, eis que somos todos (comentadores e moderador) surpreendidos com a decisão de a RF avançar com um outro programa em moldes diferentes dos que inicialmente defendia e que não vou aqui comentar. Até aqui tudo bem. Cabe à direcção da RF, especialmente à direcção de informação, decidir aquilo que quer, ou não, como programas de informação.
O que não pode nem deve acontecer, é que neste processo não tenham tido o cuidado de informar o moderador assim como os comentadores a quem tanto agradeceram a participação no programa da sua decisão unilateral. Mais. Não escreveria eu este post se o presidente da RF e o seu director de informação, se tivessem dado ao trabalho de responder ao e-mail que enviei dando nota disso mesmo. Do conteúdo do e-mail foi dada nota aos outros elementos do programa, uma vez que todos manifestavam o mesmo sentimento.
Atentos aos “problemas” que surgiram durante o período de suspensão do programa devido às eleições, como programas especiais para as eleições que foram suspensos, leituras enviesadas (vejo agora porquê) de escritos meus, etc. não foi surpresa o desfecho que teve o programa, pensei foi que as pessoas que dirigem a RF fossem diferentes.
Neste processo o PSD também não se comportou bem em relação à minha pessoa. Não que não esteja bem entregue a Alírio Costa o debate, antes pelo contrário, uma vez que a estratégia é outra. O que está em causa é o respeito que se mostrava por quem durante um ano na RF fez um trabalho de esclarecimento das populações sobre aquilo que se passava, dando voz ao PSD, aos problemas do concelho, com um simples telefonema de explicação tipo: “obrigado, mas é nosso entendimento que face ao convite e ao tipo de programa a pessoa que pretendemos indicar é…”.
Sei que, os “velhos do Restelo” e aqueles a quem convém, vão ver nesta minha posição, que é apenas de postura na vida uma “dor de cotovelo”. Não posso evitar tal, assim como que alguns vejam em futuros escritos meus que visem a RF, PSD e executivo municipal com opiniões menos favoráveis, uma “vingança”. Nada mais errado, mas fica para memória futura.
Nota final: mesmo antes de publicar este post, liguei com o director de informação dando nota de que o iria fazer.

quinta-feira, novembro 12

Se o Ridículo Matasse….

Um pouco contra a minha vontade estive ausente desde sábado, 7 de Novembro.

Regresso e espanto-me com determinadas reacções ao meu comentário a respeito da brutal prova de ignorância do Sr. Dr. Vereador (sem pelouro) Dr. Bruno Carvalho, Dr., em relação à Língua Inglesa. O facto não é discutível. Há um erro e o mesmo tem, somente, de ser admitido e apreendido, para que não se repita.

Qual foi a reacção? A do costume.

O Sr. Dr. Vereador (sem pelouro) Dr. Bruno Carvalho, Dr. tenta matar o mensageiro! Não admite o erro nem o emenda. Atira-se ao mensageiro.

O Sr. Dr. Vereador (sem pelouro) Dr. Bruno Carvalho, Dr. meteu-me em Tribunal por supostas calúnias. Pese embora o facto de eu ter tentado resolver o caso com uma conversa, tal nunca foi possível porque o dito Sr. Dr. não abdicava do alto castigo que me esperava. O caso foi encerrado (arquivado) na Abertura de Instrução. O Sr. Dr. Vereador (sem pelouro) Dr. Bruno Carvalho, Dr. perdeu! Fiquei, até hoje, sem saber se o dinheiro pago ao seu Advogado (mais custas judiciais) foi reposto pelo Sr. Dr. Vereador (sem pelouro), ou não. Mas fiquei a saber que o dito Sr. Dr. Vereador (sem pelouro) nunca teve, para comigo, uma palavra a pedir desculpas por me ter injustamente acusado, tal como determinou o tribunal.

O problema do Sr. Dr. Vereador (sem pelouro) Dr. Bruno Carvalho, Dr. é ter pela sua própria pessoa um amor desmesurado. Não admite que se brinque com ele, que se lhe aponte os erros, as vaidades, as inverdades. Não o admite nem a ele próprio porquanto nem o salutar acto de se rir de si próprio cultiva. E isto é o que me assusta numa pessoa: a incapacidade de se rir de si próprio. É que eu não confio em ninguém que não saiba rir-se de si próprio.

Quanto ao “cursozinho” e ao “cursinho” dizem-me que ambas as palavras são aceitáveis. Caso não o fosse, teria agradecido a chamada de atenção e corrigiria. E daria uma gargalhada pela “argolada”! Afinal o que é a vida sem uma boa gargalhada!??!

sexta-feira, novembro 6

Aço Vivo (Steel Alive)

Não é que eu goste de bater em ceguinhos.Não gosto, não senhor! Não gosto e não é bonito! Mas, neste caso, não resisto!
Para mostrar que está vivo, o Sr Dr. Vereador (sem pelouro!) Dr Bruno Carvalho, Dr, publicou esta pérola!

Volto a afirmar que não gosto de bater em ceguinhos... Mas neste caso alguém que informe o Sr Dr. Vereador (sem pelouro) Dr Bruno Carvalho, Dr que, politicamente, STILL ALIVE só na cabecinha dele!

Já agora, uma vez que tem mais tempo livre faça como o nosso primeiro: tire lá um cursozinho de Inglês Técnico!

terça-feira, novembro 3

O futuro. Hoje (*)

Eu crio. O meu futuro. Hoje[1] é o que diz uma esferográfica laranja que está à minha frente. É uma daquela frases para se ler devagar, devagarinho, saboreando cada letra, cada sílaba. Ler, fazendo todas as pausas da pontuação, é obrigatório, imprescindível até, para que se absorva a ideia, o conceito. “Eu crio”, impele à acção por contraposição à letargia que, um pouco por todo o lado se vê, se difunde como um vírus. A grande maioria da população vai na onda, seja esta, pequena, grande, ou, mesmo que o mar esteja “flat”, por aí ficam, sem sequer remar com os braços para daí saírem. São alguns, felizmente cada vez mais, que, não se conformando, criam alternativas, soluções que podem ser óbvias, interessantes, criativas ou inovadoras. Da sua criação e do seu tipo, depende o seu futuro. De cada vez que subimos um patamar de soluções (que podem ser pessoais ou profissionais) subimos um patamar no sucesso. Por isso o, “o meu futuro”. Só depende de cada um e não de nenhum alinhamento celestial, o sucesso ou insucesso. O meu futuro só depende de mim e será igual às soluções que eu arranjar, hoje! Não são as soluções de amanhã, são as de hoje que vão ditar o meu futuro, amanhã já é o meu futuro!
Podemos usar esta frase em todas as áreas da nossa vida e também para o novo executivo camarário que tomou posse esta semana. As expectativas estão elevadas pela expressividade dos votos. A folgada maioria que o eleitorado deu à coligação Nova Esperança (PSD e CDS-PP) tranquiliza, mas também responsabiliza os eleitos. Mal comparado e teríamos aqui um fenómeno quase “Obama”, em que é depositada uma esperança de renovação, mudança e esperança, nunca antes vista. Isso fará com que alguns possam achar que as coisas devem andar mais depressa, outros que deve ser feito mais, outros ainda, que seja feita de maneira diferente. Todas as ideias são válidas e vão contribuir para a criação de um futuro hoje.
A jovem equipa do Executivo municipal está bem preparada para fazer face aos enormes desafios que aí se apresentam. A escolha da equipa foi pensada desde o inicio para os eventuais pelouros que viriam a ocupar e aí estão. A primeira mediada anunciada ainda antes da tomada de posse, prende-se com uma auditoria às contas da câmara. Teria que ser. Conhecer a realidade é o primeiro passo de gestão. Depois virão as primeiras soluções e depois o futuro. Assim podemos todos afirmar: Nós criamos. O nosso futuro. Hoje.

[1] “Eu crio. O meu futuro. Hoje” é o lema da empresa WeCreate, especialista em formação na área do Desenvolvimento Pessoal.
(*) Expresso de Felgueiras, 30 de Outubro 2009.

Serviço Público


“PONTOS de VISTA” é o novo programa de debate e analise política que a RÁDIO FELGUEIRAS (RF) vai estrear brevemente. O debate semanal vai para o ar aos Domingos á hora de almoço e terá reposição às quartas-feiras pelas 21h. Para o efeito, convidou a Direcção de Informação da RF, os responsáveis das três forças políticas com assento na Câmara Municipal (Coligação N.E., MSP e PS) a participarem num fórum de ideias e Pontos de Vista ,que, para além dos comentadores residentes, contará ainda com a presença de personalidades que representem Associações e Instituições de Felgueiras.Acompanhar a par e passo a vida política do Concelho de Felgueiras e da Região, é o objectivo deste novo espaço de Informação da RF.A produção é do Departamento de Informação da RF, liderado por Arlindo Pinto, Carlos Diogo será o moderador.

-- Carlos Diogo