sábado, fevereiro 28

Há previsões e previsões

Há um ano atrás, o vereador do Desporto, confirmava através do Expresso de Felgueiras as obras na zona desportiva com um prazo de 8 meses para a sua conclusão. Passaram 12 meses, mais 50% do tempo previsto e ainda não está pronto. Alguém “previa” na caixa de comentários os atrasos coincidentes com as eleições.

Felgueiras Socialista

É este o novo blogue de Felgueiras. Diz-se Socialista e assina como “Quo Vadis”, escondendo a sua verdadeira identidade. A escrita, o linguajar, a forma como escorre as ideias, os erros e mesmo a forma como coloca as vírgulas, são conhecidas. Tratando-se da mesma pessoa, já tinha saudades de uma boa troca de argumentos.

2,7 Milhões de euros para a Lixa

Excelente notícia para as gentes da Lixa. Segundo o Expresso de Felgueiras, a cidade da Lixa foi um dos pólos urbanos que vão ver a sua requalificação urbana apoiada segundo a apresentação feita na CCDR-N. Neste caso o montante total do investimento rondará os 2,7 M€. Segundo as declarações do vereador da Cultura, João Garção, ao JN, o projecto apresentado é para a requalificação de "arranjos exteriores do largo onde se situa a Casa da Cultura, assim como pela construção de um auditório no edifício".

quinta-feira, fevereiro 26

O Reino (*)

Para grandes males, grandes remédios. Antigo ditado este, a que eu acrescento que há sempre pelo menos duas soluções para o mesmo problema. Em tempo de eleições e enquanto não saiem da bruma os candidatos salvadores, há visões esclarecidas do mundo e da sua terra. E daquilo que é mais importante e especial: as populações, o seu bem-estar, o seu futuro e a qualidade de vida que se pode oferecer.
Telmo Faria é o presidente da câmara municipal de Óbidos um concelho com onze mil habitantes, com necessidade de crescer e se tornar mais acolhedor. O resto da história já sabemos. Facilitar a construção, edificando de forma descontrolada, selvagem até, aumentando os cofres da autarquia através de taxas e licenças, vistorias, mais taxas de água, saneamento e recolha de lixos. Se a área edificandi não chega, arranja-se mais alterando o PDM. É assim que todos fazem não será diferente aqui também. Esta é a receita normal e habitual em Portugal. Só que, como cada problema tem, pelo menos duas formas diferentes de o resolver, este autarca decidiu mudar a forma como se deve fazer.
Sabendo da paisagem edílica que tem, e da proximidade a Lisboa (uma hora) decidiu evitar que o fluxo de pessoas a deslocarem-se fizessem desta localidade outra cidade de betão. Em vez disso começou por tomar uma série de medidas todas orientadas para “preservar a baixa densidade, a qualidade de vida, a imagem de prestígio. A criatividade e inovação passaram a ser as únicas ferramentas possíveis para crescer em qualidade e não em quantidade” como fez questão de referir. E para lá daqueles discursos elaborados dos políticos, muito rebuscados e cheios de coisa nenhuma, decidiu começar com uma medida concreta. Alterou o PDM que previa a criação de trinta e nove mil camas em dois mil hectares para vinte mil camas em quatro mil hectares. Isto equivale a cinco/seis habitantes por hectare, uma das médias mais baixas da Europa. Este tipo de turismo equilibrado permite cumprir com a fórmula “menos pessoas, mais valor”. Para além disso decidiu também que Óbidos passaria a fazer parte da rede de cidades e vilas criativas. Com uma série de outras medidas – casas-ateliers, sustentáveis do ponto de vista ambiental, redes wireless que permitem às pessoas trabalharem a partir de Óbidos - tornou o concelho atractivo para indústrias criativas. Sem dúvida uma visão diferente e uma pedrada no charco das pressões imobiliárias que tanto descaracterizam as cidades.
No meio de tão chuvoso inverno, e do meio da neblina, sairão os candidatos da oposição à autarquia. Tal e qual nesse mesmo tempo há dificuldade em arranjar “sucessor”. Entretanto, a casa real prepara calmamente a sucessão entre gerações de Felgueiras…
(*) Expresso de Felgueiras, 11 de Fevereiro 2009

terça-feira, fevereiro 17

Estrutura nacional impõe candidato ao PS

Segundo o Semanário de Felgueiras, o PS nacional e distrital já indicou um nome para o candidato do PS Felgueiras. Pela informação disponível, falta apenas à concelhia socialista aprovar o nome do “nomeado”.
Como já afirmei várias vezes, esta hesitação dos partidos da oposição em Felgueiras pode ser interpretada como “falta de liderança”, “incapacidade” de encontrar um candidato, etc. Com notícias como esta a concelhia do PS saiu ainda mais fragilizada, devido à “imposição” de um candidato que a concelhia tardou em encontrar. Por mais que se queira agora esconder a “imposição” esta está aí assumida, embora haja quem afirme a pés juntos que não passa de uma manobra de diversão.

sexta-feira, fevereiro 13

Conversas Cruzadas

Esta semana: Eleições Autarquicas, Caso Freeport.

Porto Canal

Foi com agrado que vi ontem, Inácio Ribeiro, presidente da AEF num debate sobre a crise no sector do calçado na Porto canal. Tive pena de ter apanhado apenas os últimos momentos da mesma.

Um piscar de olhos

Segundo o Expresso de Felgueiras, na sua edição desta semana, o presidente da concelhia do CDS, - e meu estimado companheiro na coluna de opinião à minha direita no EF – Paulo Rebelo, afirma que o CDS está preparado para lançar um candidato próprio mas também aberto a uma coligação.
Sempre que se chega à altura próxima das eleições o CDS Felgueiras faz sempre estes “namoros” ao PSD. Umas vezes quase que dá noivado, mas quase nunca passa de uma “troca de olhares”. Não é apenas quando se está próximo de eleições que os partidos com menos expressão (tal como os maiores) devem mostrar trabalho. Sem dúvida que o CDS não existiu durante este mandato. Não tem expressão em termos de votos (nas últimas eleições teve 1,9%) e não tem peso nas estruturas das freguesias, salvo muito pontuais situações. Claro que o CDS lembra sempre que o seu score habitual é de 5%, contudo estas eleições não vão ser diferentes com a candidatura de Fátima Felgueiras pelo MSP – ou por outro movimento independente – os votos vão, novamente, ficar concentrados e partidos marginais (de margem, senhores, de margem) vão ter as mesmas dificuldades.

quarta-feira, fevereiro 11

A culpa é do rating(*)

Por causa de uma empresa chamada Standard & Poor’s, que atribui os rating’s das empresas e dos Estados, ter baixado a notação financeira da dívida portuguesa vamos todos pagar mais. Sendo certo que foi essa mesma empresa que atribuiu a notação à Islândia, e no dia seguinte o país anunciava que estava na bancarrota, assim como à Lehman Brothers e à AIG só para dar alguns exemplos, infelizmente essa notação do rating continua a merecer a “credibilidade” dos operadores financeiros mundiais e, como tal, a influenciar a forma, e pior, o montante que vamos pagar pela dívida pública. Ou seja, vamos pagar mais caro. Apesar de tudo, os reparos que a Standard & Poor’s faz na sua análise, são pertinentes. Afirmam que Portugal não vai conseguir efectuar as reformas estruturais que necessita, devido ao fraco crescimento económico e à baixa produtividade, que, associadas à brutal divida pública (as previsões apontam para que ultrapasse os 70% do PIB) dão um cocktail explosivo para a nossa economia. O Governo socialista, em fim de mandato, não cumpre com nenhuma das promessas em matéria económica e claro, a culpa vai ser do rating.
Não são, de facto, bons sinais. Se associarmos isto, ao facto de a equipa do ministério das finanças ter sido recentemente acusada de não saber efectuar previsões macroeconómicas, depois de o governo ter dito que o Orçamento para 2009 era o melhor Orçamento de sempre e passado pouco tempo ter que o vir rectificar porque assentava em previsões económicas erradas, começo a pensar que estamos num barco à deriva. Por causa da teimosia de um primeiro-ministro que acha que a solução para os nossos problemas vai ser o investimento público, vamos todos pagar mais dinheiro, mais juros e durante mais tempo, por cada cêntimo que for agora gasto. Num ano de eleições, vamos ver o governo, câmaras e juntas de freguesia a gastar, para inaugurar e quem vier depois pagará a conta. Só que, quem vem depois são os nossos filhos e os nossos netos.Mas José Sócrates anda em altura de azares. Não é que o primeiro-ministro acaba de dizer (26 de Janeiro), a propósito de um alegado relatório da OCDE sobre a reforma no 1º ciclo, que “há muitos anos que leio relatórios da OCDE sobre educação e eu nunca vi uma avaliação sobre um período da nossa democracia com tantos elogios”, para logo a seguir (28 de Janeiro) dizer “eu nunca disse que o relatório é da OCDE”. O nosso primeiro anda um bocado confuso com isto tudo, e de facto, esqueceu-se de dizer que o estudo tinha sido solicitado pelo governo que “recrutou” directamente o “peritos independentes” para o dito. Tudo normal portanto, não fosse a malta ter descoberto a tramóia. Finalmente começam os portugueses a ver o tamanho “bluff” que José Sócrates saiu. Mas o azar do nosso primeiro-ministro não fica por aqui. Agora os ingleses acham que ele teve alguma coisa a ver com um alegado esquema de subornos no licenciamento do Freeport de Alcochete. Ao contrário do que fez com o caso da sua licenciatura, agora veio logo a público desmentir. Pelo menos tentou, no meio de algumas hesitações e contradições com o tio e com ele mesmo. Mas claro, as coisas da Justiça são para a Justiça e as da política para a política.
(*) Expresso de Felgueiras, 30 de Janeiro 2009

terça-feira, fevereiro 10

Notícias (im)prováveis

Felgueiras a sucessão.

Desilusão

Nada o fazia prever. Pelo menos eu confesso que não previa. Nada me faria supor, que o ilustre visitante de ocasiões especiais que demonstrou lisura e trato em alguns debates neste blogue, vertesse agora para um discurso rasteiro, muito rasteiro.

quarta-feira, fevereiro 4

Assim é mais fácil

Mudei o nome da caixa de comentários para que seja mais fácil descobrirem o local onde devem indicar o nome e endereço dos novos blogues de e sobre Felgueiras.

terça-feira, fevereiro 3

Despesas judiciais

Sobre este tema já manifestei a minha posição por diversas vezes, defendendo que, no âmbito da qualidade de autarcas estes devem dar o exemplo. Ou seja, se têm que depor em Tribunal em consequência dos actos praticados no “normal” funcionamento da autarquia (ex. se um munícipe processa a câmara porque esta abriu um buraco que não tapou e provocou um acidente) deve ser o município a pagar. Se por outro lado, decisões que podem figurar crimes como aqueles que se trata no processo saco-azul e outros, devem ser os autarcas a suportar as despesas com os advogados. Se se provar a sua inocência devem ser ressarcidos do valor, senão, já está pago. Pelos vistos também há quem ache o mesmo.
[adenda] Sobre este assunto a peça da SIC com as declarações de João Sousa