segunda-feira, janeiro 29

Estejam descansados…

Há quem veja nas minhas duas crónicas no «Expresso de Felgueiras» uma candidatura, ou pelo menos um posicionamento para tal, à Comissão Política do PSD Felgueiras.
Trata-se de uma leitura errada das duas crónicas. Não há nada nos dois textos que permita tal leitura, nem explicitamente nem implicitamente. Para além do mais, não é meu feitio andar com «jogos». O que pretendo é apenas que o meu partido melhore, que não enfie novamente a cabeça na areia, que promova o debate e a discussão séria que tem que ser feita. É que se isso não acontecer, vai ser muito mais difícil atingir o objectivo de ganhar as eleições autárquicas em Felgueiras.

quinta-feira, janeiro 25

Bloqueio?

Segundo o JN de hoje, Fátima Felgueiras terá sido bloqueada na entrada da cerimónia de apresentação do QREN, alegadamente porque o personagem que conferia a entrada não tinha indicações para deixar entrar a Presidente da Câmara Municipal de Felgueiras, conseguindo esta, depois de uma troca de palavras, entrar permanecendo os vereadores que a acompanhavam cá fora.
A ser verdade, é um total desrespeito pelas instituições de Felgueiras. O concelho de Felgueiras merece outro tipo de tratamento. Espero sinceramente que, a ser verdade, se tenha tratado de um lamentável engano.

Fracos

"Eugénio Costa recorda a derrota do PS nas autárquicas de 2005, queixa-se da discriminação da Câmara em relação às juntas que não estarão tão próximas do executivo municipal e fala de um concelho “completamente parado” em termos de obras. O jovem autarca critica alguns colegas de outras freguesias, os quais, face ao actual “clima de medo no concelho”, insistem "em meter a cabeça na areia"." in Expresso de Felgueiras

Não é novidade para ninguém que Felgueiras é um concelho parado. Nem o "clima de medo" existente é uma surpresa. O que envergonha é ter eleitos locais assustados e constrangidos.

"Coragem é a resistência ao medo, domínio do medo, e não a ausência do medo." Mark Twain

terça-feira, janeiro 23

A táctica da avestruz

Pela observação rápida que faço dos sinais políticos, vejo que mais uma vez o PSD pretende esconder a cabeça na areia para evitar confrontar-se com maiores questões. Está na hora de o PSD decidir se quer ser ou não uma alternativa credível em Felgueiras. Uma vez mais uma lista de «consensos», ou seja, uma lista limitada, sempre a negociar, em que ao primeiro desentendimento parte a meio. Mais uma vez a necessidade absoluta de o PSD Felgueiras fazer uma reflexão séria, um debate democrático e umas eleições esclarecedoras vai ficar adiada. Numa altura crucial para o FUTURO, o partido onde milito prefere adiar, não decidir, não resolver de vez os males de que padece, já identificados por todos, mas nunca resolvidos. É assim… infelizmente.

segunda-feira, janeiro 22

Porque são porcos....

São raros os fins-de-semana, - noites de sexta e sábado – em que os jovens casais que recorrem à rápida refeição que um McDonald´s propicia, não deitam os restos da refeição e os sacos que lhe serviram de transporte pela janela fora do carro sem se darem ao trabalho de os depositarem caixote do lixo mais próximo. Para além de um acto de incivilidade, digno de gente porca, deixa a nossa cidade e a sua zona desportiva, mais propriamente, com um mau aspecto digno de uma pocilga.
Três sugestões: I) que os polícias municipais, nas suas patrulhas, por lá passem amiúde como acção preventiva, apelando à boa educação dos utilizadores; II) que a Câmara providencie mais caixotes do lixo na zona III) que o McDonald´s distribua, com as refeições um folheto a apelar à colocação dos restos no caixote do lixo e não no chão.

Contradições

Ao contrário do que preconizam as orientações do CDS, Paulo Rebelo, recentemente eleito presidente da Concelhia do CDS-PP, seguiu outro caminho.

O jantar da tomada de posse "foi marcado por diversas intervenções políticas que apelavam ao voto no Sim no próximo referendo sobre a interrupção voluntária da gravidez." in Expresso de Felgueiras

Segundo Ribeiro e Castro, "o CDS-PP tem posição oficial pelo "Não" ao aborto. O direito à vida e a sua defesa são um traço identitário do nosso partido, parte essencial da nossa matriz personalista. Isso distingue-nos, aliás, de outros: somos um partido que toma partido".

Lembro que o CDS é o único partido, no quadro parlamentar, que manifestamente optou por dizer "Não".

Esperemos que Paulo Rebelo, não deixe de se revêr no partido que representa, para, como já assistimos relativamente a outras personalidades felgueirenses, passar a identificar-se com um Movimento, que ainda ninguém sabe, por que ordem de valores se rege, ou que prioridades tem.

sexta-feira, janeiro 19

O meu PSD *

Desengano já aqueles que, lido do título desta crónica, vêem nele algo relacionado com posse, título ou usufruto e muito menos poder. Aqui o «meu PSD» representa integração, aquele PSD de que eu faço parte e aquele que eu gostava que fosse o meu PSD.
Comecei jovem a militância partidária, ainda enquanto líder da Associação de Estudantes na Escola Secundária de Felgueiras, local ainda hoje privilegiado por todas as forças partidárias para recrutarem os seus militantes. Na altura, o inicio do «cavaquismo» deu-me as primeiras bandeiras ideológicas, muito mais sociais que as normalmente agitadas por um partido de centro-direita. Vários anos depois continuo a rever-me mais no posicionamento ideológico do PSD da época «cavaquista» do que no de Marques Mendes e menos ainda no de Santana Lopes. Localmente sempre estive disponível para ajudar o meu partido quando este o solicitou.
Este PSD Felgueiras tem sido o pior dos últimos 20 anos. Uma total incapacidade de lidar com os problemas, agir perante as adversidades, somando derrotas consecutivas sem daí tirar as devidas ilações, sempre intrincado nas velhas quezílias internas e teorias da conspiração. Confesso que quando vi esta comissão política no início do mandato a trabalhar, lhes concedi o benefício da dúvida, achando eu que criadas as condições internas, como estabilidade e equipa coesa, assim como a ausência de Fátima Felgueiras do cenário político felgueirense o PSD poderia ter mais condições de assumir os desígnios do concelho. Mas como estive errado. Para além de uma estratégia eleitoral errada apoiada num regresso de Fátima Felgueiras como forma de dividir o eleitorado de esquerda – esquecendo aquilo que qualquer um de nós sabe (ou deveria saber): que a candidatura da Dra. Fátima Felgueiras é agregadora de votos em todos os espectros políticos – houve quem visse no resultado uma meia vitória devido ao número de vitórias nas Juntas de Freguesia. Como se vê através das votações nas Assembleias Municipais, verdadeiras «lotarias», estavam bastante enganados. Aí, na Assembleia Municipal, começou logo mal com a não eleição – quando estavam reunidas as condições matemáticas, não as políticas como se viu – de Francisco Cunha, para Presidente da Mesa. A ilação não retirada por parte do próprio ao não apresentar a demissão da Comissão Política, convocando eleições antecipadas na estrutura, recandidatando-se novamente como forma de evitar cair numa liderança fragilizada foi um erro político que teve consequências no resto do mandato. Isto mesmo dei nota pessoalmente ao próprio logo após o episódio da votação na A.M. em nome da amizade e estima pessoal que tenho pelo Dr. Francisco Cunha.
Depois deste episódio seria difícil ter controlo no partido. Foi uma sucessão de comunicados de imprensa inoportunos ou mesmo completamente a despropósito. Foi uma guerra aberta mais ou menos pública de alguns elementos contra os vereadores por eles mesmos escolhidos para a Autarquia, fragilizando a sua posição no Executivo e um infindável número de situações criadas pelos próprios. Nesta Comissão Política ninguém se pode queixar de «terreno minado» por oposições internas ou o que quer que seja. Só se podem queixar deles próprios.
Aprendendo com o passado, importa agora seguir caminho, um caminho novo, com novas posturas, estratégias e objectivos, rumo ao FUTURO.
* [in Expresso de Felgueiras 11 Janeiro 07]

quinta-feira, janeiro 11

Um movimento estagnado (1) (2)

O dia escolhido não podia ter sido o melhor. A Restauração da Independência do domínio Filipino, em 1640, pelo simbolismo que tem de «libertação» do jugo espanhol que durava há já 60 anos. Fruto de uma crise de liderança, como hoje se usa dizer, com a morte de D. Sebastião, na batalha de Alcácer-Quibir, Filipe II de Espanha sagrou-se Rei. Trezentos e sessenta e seis anos depois, em Felgueiras, perante uma plateia convidada para um lanche comemorativo do primeiro aniversário da vitória do Movimento Sempre Presente nas eleições autárquicas, é feito o anuncio. O movimento político que suporta a câmara municipal vai ser legalizado.
Um dos principais motivos apontados foi o de que os partidos «tradicionais», tal como os conhecemos, não servem as pretensões dos cidadãos, «perseguindo» até os seus pares quando discordam das estratégias das direcções partidárias. Tenho a firme convicção que muita gente se esquece que a Democracia, (pelo menos a Democracia com eu a entendo) é feita de uma pluralidade de opiniões e que a opinião representa responsabilidade. Ao discordarem de uma orientação do partido e contrariando o sentido de voto do mesmo, em questões fundamentais de estratégia, devem saber as consequências. Noutros tempos, quando tudo era um só partido no poder em Felgueiras, uma pequena irreverência na bancada tinha outro tratamento, mais penalizador para as populações…
Entretanto, apontada esta critica, que o MSP afirma não existir no seu seio, esperava eu ver elencadas as vantagens de um movimento político desta natureza, afinal, tem já um ano de mandato para mostrar trabalho e as ditas «virtudes». Mas não, as virtudes não foram referidas e não existiu qualquer balanço do ano de mandato decorrido até agora, feito pelos próprios. Talvez porque as notícias não são muito boas.
Este ano que está na recta final, será um dos que teve a pior execução orçamental. O quê que isto significa para a população? Que continua tudo por fazer. Este é um concelho que olhando para trás dez anos, não vê alterações, não vê melhoria das condições de vida das populações e pior, não vê futuro.
Todas as «grandes obras» continuam por edificar, quer sejam responsabilidade do Estado quer da edilidade. O tribunal, a recuperação do Teatro Municipal, a Casa da Juventude, prometida e nunca realizada, mas também instrumentos essenciais ao concelho como a revisão do PDM, parada há anos, e que vê apenas agora alguma movimentação. Os mecanismos necessários à revitalização económica do concelho, ao alcance da autarquia, tardam em aparecer e a iniciativa privada não surge.
A grande diferença entre um partido político e um movimento político, está apenas no nome, o conteúdo é o mesmo, neste caso, até as pessoas são as mesmas.
(1) in Expresso de Felgueiras 7 Dezembro 2006.
(2) Este era o título correcto da crónica e não «O dia escolhido» como erradamente foi publicado

quarta-feira, janeiro 10

Juventude

 "A juventude é inconformada, irreverente e por vezes até incomoda. Mas é precisamente isso que se espera dela!" Francisco Sá Carneiro

A propósito do último "Prós e Contras", fiquei a pensar onde estaria a irreverência da juventude felgueirense... Ter-se-á criado um fosso tão grande entre os jovens e a política? E este fenómeno dever-se-á a quem? Políticos ou Jovens? E terá sido consequência do simples desinteresse ou do descrédito?

A política já não motiva. Os políticos envergonham.

E os jovens perderam a vontade de tentar criar um mundo melhor, simplesmente porque deixaram de acreditar que eram capazes. Isto para mim é grave e coloca em causa a democracia neste Concelho, num futuro próximo.

terça-feira, janeiro 9

É só uma ideia

Volta não volta alguns dos blogues e os seus bloggers gostam de centrar o debate em torno de «liberdades» ou «censuras». O nascimento e morte dos blogues sobre a nossa pequena comunidade tem fins e destinos muito próprios, fruto da agenda pessoal ou de um conjunto de pessoas, normalmente com fins políticos que usam o alegado «poder» de poder emitir a sua opinião chamando a discussão temas próprios em timings muito definidos. Assim se compreende o tão rápido aparecimento de blogues, normalmente anónimos, que rapidamente desaparecem ou deixam de ser actualizados. Outros, mais persistentes, continuam a sua jovem vida, mudando aqui e ali o tom conforme os seus autores são convidados para muitas ou poucas reuniões políticas, conferências, palestras ou algo que lhes permita manter a cabeça fora daquilo que julgam ser a linha de água. Há uma série de fantasmas sempre presentes (sem qualquer analogia ao MSP) género teoria da conspiração em que a vitimização é o prato forte. Já é tempo de crescer, fazer uma discussão séria, fazer o mea culpa em relação ao passado, reconhecer as mudanças no pensamento e estratégia e seguir o caminho. Sairá toda a gente a ganhar, incluindo os próprios.

segunda-feira, janeiro 8

Uma questão de... saúde!

Primeiro fechou a maternidade... Agora anuncia a construção de um hospital novinho em folha! Pena que seja em Amarante!

Não havia era necessidade daquela piada de mau gosto a propósito de enforcamentos... Mas para quem diz que quer ser mais "detestado" que a colega do Ministério da Educação, já não precisa de se esforçar muito mais!

No entanto, este é um governo que apesar de todos os cortes e sacrifícios, apesar de todas as restrições consegue manter alta a popularidade e o nível de intenções de voto. A verdade é que Portugal também não podia mais ser um país adiado.

O que a Câmara Municipal tem em Agenda

Depois de consultar a Agenda Municipal, deparei-me com a seguinte programação: sessões cinematográficas, contos, conferências, exposição de pintura, encontro de cantadores de reis, atelier de expressão plástica, teatro de marionetas e sombras, entre outros eventos culturais e/ou festivos. E não pude deixar de lembrar o que revelou o Presidente da Junta de Freguesia da Refontoura, ao Expresso de Felgueiras:

"Porque é que câmara municipal não reúne connosco? Por falta de tempo? Isto não serve de desculpa. Os presidentes de junta têm sido convidados para participarem em reuniões essencialmente para discutir assuntos referentes a actividades festivas do concelho, então e os investimentos, e os protocolos essenciais?" in Expresso de Felgueiras 22/12/2006

Pergunto-me o mesmo: Então e os investimentos? E os protocolos essenciais?

Felgueiras 2005 reforçado

A partir de hoje, o Felgueiras 2005 conta com mais uma colaboração, desta feita feminina e de seu nome Marta Rocha. Para ela, votos de boas postas e seja bem-vinda a esta equipa.

quinta-feira, janeiro 4